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Arquivo mensal: fevereiro 2009

Tony Williams Quintet – Native Heart (1989)

O baterista referência desde os anos 60, Tony Williams lidera um quinteto com o trompetista Wallace Roney, Bill Pierce sax tenor e soprano, Mulgrew Milller ao piano e um revezamento de contrabaixistas entre Ira Coleman e Robert Hurst. Quinteto de primeira linha para interpretar seis composições arranjos de Tony Williams, “Liberty” última faixa da versão em cd é um solo do baterista. Uma bela sessão desse personalíssimo baterista que tanta falta faz a todos.
Tony Williams (d); Wallace Roney (tp); Bill Pierce (ss, ts); Mulgrew Miller (p); Ira Coleman, Robert Hurst (b). Recorded at Power Station, NYC September 11-13, 1989
1- Native Heart
2- City Of Lights
3- Extreme Measures
4- Juicy Fruit
5- Two Worlds
6- Crystal Palace
7- Liberty (Bonus Track)

 

Donald Byrd & Kenny Burrell (1957)

Uma semana após a sessão que deu origem ao álbum “All Night Long” Donald Byrd e Kenny Burrell eram recrutados por Bob Weinstock, fundador e manager da Prestige, para mais uma nova gravação repetindo o esquema de jam da anterior. No dia 4 de janeiro de 1957 com a formação levemente modificada, com Frank Foster no sax tenor e Tommy Flanagan ao piano, foi gravado nos estúdios de Rudy van Gelder “All Day Long” um blues com 18 minutos de duração que se tornaria rapidamente um sucesso entre os “jazz adicts”. Ainda dois originais de Foster e dois de Byrd completariam essa sessão mágica, que foi uma espécie de segundo tempo de “All Night Long”.
Da mesma forma que a postagem anterior, só se pode dizer que é imperdível!
Donald Byrd (tp) Frank Foster (ts, fl) Tommy Flanagan (p) Kenny Burrell (g) Doug Watkins (b) Art Taylor (d)
Rudy Van Gelder Studio, Hackensack, NJ, January 4, 1957
1. All Day Long (Kenny Burrell)
2. Slim Jim (Donald Byrd)
3. Say Listen (Donald Byrd)
4. A.T. (Frank Foster)
5. C.P.W. (Frank Foster)
 

Donald Byrd & Kenny Burrell – All Night Long (1957)

“All Night Long” é mais uma das inúmeras sessões em formato de jam lançadas pelo selo Prestige em 1957. Originalmente mais um ítem dos “Prestige All-Stars”, no relançamento em cd saiu sob os nomes de Donald Byrd e Kenny Burrell. Uma jam-session é tão boa quanto são os músicos envolvidos nela, portanto uma rápida leitura nos nomes da capa do álbum já dão o real sentido da qualidade da música contida nesse disco. Donald Byrd dispensa maiores comentários, sua capacidade e importância são bem conhecidos pelos apreciadores de jazz, simplesmente um dos mais importantes trompetistas do hardbop. Kenny Burrell é o mesmo caso, com discografia ampla e trabalhos realizados com incontaveis músicos, é a referência de guitarra do hardbop e um dos guitarristas do jazz com maior sentido “bluesy” ao tocar. A sessão aconteceu em fins de 1956 sendo lançada no ano seguinte e traz originais de Hank Mobley, Mal Waldron, afaixa título de Kenny Burrell, e como bonus na versão em cd, “Tune Up” de Miles Davis e o standard “Body And Soul”. No final da escuta tenho certeza que voçê irá concordar comigo, jam-session da Prestige é sempre uma festa para os ouvidos.
Donald Byrd (tp) Hank Mobley (ts) Jerome Richardson (ts, fl) Mal Waldron (p) Kenny Burrell (g) Doug Watkins (b) Art Taylor (d)
Rudy Van Gelder Studio, Hackensack, NJ, December 28, 1956
1. All Night Long (Kenny Burrell)
2. Boo-Lu (Hank Mobley)
3. Flickers (Mal Waldron)
4. Li’l Hankie (Hank Mobley)
5. Body And Soul (Edward Heyman/Frank Eyton/Johnny Green/Robert Sour)
6. Tune Up (Miles Davis)
 

Jimmy Raney Trio – The Influence (1975)

Jimmy Raney nasceu em Louisville, Kentucky em 1927. No fim da década de 40 tocou nas orquestras de Artie Shaw, Woody Herman e no combo de Buddy de Franco, porém ganhou maior atenção em 51-52 atuando no quinteto do saxofonista Stan Getz ao lado do então jovem Horace Silver. Logo depois substituiu Tal Farlow no trio de Red Norvo e ainda trabalharia regularmente com Getz na década de 60. Músico de estilo pessoal, se notabilizou por uma forma econômica de tocar, evitando a execução de muitas escalas em velocidade e priorizando sempre o aspecto harmônico e linhas altamente melódicas. Jimmy faleceu em 1995, aos 68 anos, em sua cidade natal.
“The Influence” foi gravado em 1975 para o pequeno selo Xanadu com o formato de trio completado pelos craques Sam Jones ao contrabaixo e Billy Higgins na bateria. No repertório do álbum: standards e um original de Raney, “Suzane”, onde o guitarrista atua em solo sendo a guitarra dobrada com o artifício do overdubbing. O disco é um primor e uma aula de guitarra dedicada a dois elementos fundamentais na música: harmonia e melodia.
1- I Love You
2- Body and Soul
3- It Could Happen To You
4- Suzanne
5- Get Out of Town
6- There Will Never Be Another You
7- End of a Love Affair
8- Dancing In the Dark
 http://ouo.io/mpBCN
 
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Publicado por em 26 de fevereiro de 2009 em Billy Higgins, jimmy raney, sam jones

 

Bobby Hutcherson Sextet – Components (1965)

Um dos principais discos do vibrafonista Bobby Hutcherson para a Blue Note. Os músicos são de primeira linha, como atestam a presença de Freddie Hubbard e Herbie Hancock. Destaque para Tranquility e Little B’s Poem dois clássicos do repertório do músico.
Freddie Hubbard (tp) James Spaulding (as, fl) Bobby Hutcherson (vib, mar) Herbie Hancock (p, org) Ron Carter (b) Joe Chambers (d)
Rudy Van Gelder Studio, Englewood Cliffs, NJ, June 10, 1965
1- Components
2- Tranquility
3- Little B’s Poem
4- West 22nd Street Theme
5- Movement
6- Juba Dance
7- Air
8- Pastoral
 

Toninho Horta Trio – Lullaby Of Birdland (Heineken Concerts – 1993 Hotel Nacional Rio)

Toninho Horta, Gary Peacock, Billy Higgins

 
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Publicado por em 24 de fevereiro de 2009 em Billy Higgins, Gary Peacock, toninho horta

 

Toninho Horta Trio – Standard Medley (Heineken Concerts – 1993 Hotel Nacional Rio)

Toninho Horta, Gary Peacock, Billy Higgins

 
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Publicado por em 24 de fevereiro de 2009 em Billy Higgins, Gary Peacock, toninho horta

 

Toninho Horta – Once I Loved (1992)

O guitarrista, compositor, vocalista, arranjador e gente boa Toninho Horta gravou em 1992 uma pérola para o mercado jazzístico internacional, o álbum “Once I Loved” para a Verve. Formato de trio com os virtuoses Gary Peacock, contrabaixo e Billly Higgins, bateria, Toninho e o trio apresentam standards, temas de Wayne Shorter, Milton Nascimento, George Shearing, e Tom Jobim além de três composições do próprio Toninho. Gary Peacock é um contrabaixista que toca de forma pessoal e inconfundível desde os início dos anos 60 quando começou na west coast ao lado de Bud Shank, Barney Kessell e Art Pepper entre outros. Billy Higgins tem passaport carimbado em qualquer boa sessão de jazz. O álbum é todo muito bem produzido e, sobretudo, executado. Obra de arte do início ao fim.
Toninho Horta (ac-g, el-g, vo); Gary Peacock (b); Billy Higgins (d)

1. Pica Pau 4:09 by Toninho Horta

2. Lullaby of Birdland 5:50 by G. Gershwin and G. Weiss
3. Stella by Starlight 6:07 by N. Washington and V. Young
4. Waltz for Mariana 5:43 by Toninho Horta
5. My Funny Valentine 6:25 by L. Hart and R. Rodgers
6. Isn’t It Romantic 5:41 by L. Hart and R. Rodgers
7. O Amor em Paz (Once I Loved) 4:28 by Antonio Carlos Jobim and Vinicius de Moraes
8. Footprints 4:19 by Wayne Shorter
9. Tarde 5:07 by Milton Nascimento and Fernando Brant
10. Minas Train 3:56

 
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Publicado por em 23 de fevereiro de 2009 em Billy Higgins, Gary Peacock, toninho horta

 

The Prestige All-Stars – Wheelin’ & Dealin’ (1957)

Um hábito saudável da gravadora Prestige, reunir seus principais contratados para sessões de gravação que eram verdadeiras jam-sessions. Mais uma batalha de sax-tenor com John Coltrane, Paul Quinichette e Frank Wess. Duas composições originais de Mal Waldron, um clássico de Duke Ellington e um blues de Illinois Jacquett e Sir Charles Thompson. Imperdível!
John Coltrane, Paul Quinichette (ts) Frank Wess (ts, fl) Mal Waldron (p) Doug Watkins (b) Art Taylor (d) Rudy Van Gelder Studio, Hackensack, NJ, September 20, 1957
1. Things Ain’t What They Used To Be (D.Ellington)
2. Wheelin’ – (take 2) (M.Waldron)
3. Wheelin’ – (take 1, bonus track)
4. Robbin’s Nest (Jacquet-Thompson)
5. Dealin’ – (take 2) (M.Waldron)
6. Dealin’ – (take 1, bonus track)
 

M.I.T. Festival Jazz Ensemble (1990)

É uma tradição americana as universidades manterem orquestras de jazz que as representam em festivais, concursos, encontros nacionais e etc. São tão importantes para as instituições quanto seus times de basquete, football ou outras modalidades populares por lá. Dentre essas orquestras a do M.I.T. é uma das mais conceituadas. Fundada em 1963 por Herb Pomeroy, notável trompetista, arranjador e educador de Boston, foi por ele dirigida até 1985 quando então assumiu o posto Jamshied Sharifi, formado no M.I.T e na Berkelee School of Music. Sharifi mantém a tradição de prover a banda de excelentes arranjos e composições originais os quais apresenta com a orquestra em um programa fixo anual.
Este cd a que a postagem se refere não tem distribuição comercial, tendo o propósito únicamente de divulgação. O repertório é formado na grande maioria de material inédito e algumas composições de notórios jazzistas, neste caso Miles Davis e John Coltrane. Os músicos, todos alunos, são de qualidade superior e muitos destes desenvolvem carreira musical de sucesso no meio jazzístico.
Esta é uma oportunidade única e exclusiva de se conhecer os incríveis arranjos desta Big Band e de seu diretor musical, o competente Jamshied Sharifi.
PS: os solistas de cada faixa estão discriminados na tag do arquivo
1- Boston baritone
2- One road
3- Leidseplein
4- Denial
5- Crossing time zones
6- Tutu
7- Katarina’s first song
8- Giant Step
9- Turn
10- The Change
11- Rain

 
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Publicado por em 23 de fevereiro de 2009 em jamshied sharifi, MIT Festival Jazz Ensemble