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Horace Silver And The Jazz Messengers (1954-55)

27 nov

Como dito no post do quarteto de Hank Mobley, ao final de 1954 o pianista Horace Silver era contratado para se apresentar regularmente no club Minton’s Playhouse, berço do bebop nos anos quarenta, na 52nd street, NYC. Tendo iniciado sua carreira discográfica no combo de Stan Getz em dezembro de 1950 e permanecido acompanhando “The Sound” por todo o ano seguinte, em 1952 Horace iniciou sua longa associação com a Blue Note no quarteto do saxofonista Lou Donaldson. No mes de outubro do mesmo ano, o jovem de apenas 24 anos, já produzia 2 sessões de gravação como líder de um trio que contava com o experiente baterista Art Blakey. Em janeiro de 53 se apresenta com o quinteto de Lester Young no Birdland, grava com o grupo de Sonny Stitt em março, participa do sexteto de Howard McGhee em uma nova gravação para a Blue Note em maio, grava com o quinteto de Al Cohn para a Savoy em junho, volta a se apresentar com “Pres” no Birdland em julho, e termina o ano com mais uma gravação em trio com Art Blakey em novembro. O jovem inicia 1954 com seu nome já consolidado na competitiva cena musical de NYC. Uma gravação para a Prestige com o quinteto do trompetista Art Farmer em janeiro antecede a histórica gravaçaõ com o quinteto de Art Blakey no Birdland em fevereiro, ao lado de Clifford Brown, Lou Donaldson e Curley Russell. Em março, é o escolhido para duas sessões da Blue Note integrando o quarteto de Miles Davis, que deram origem ao álbum “Blue Haze”. Mais uma gravação com Art Blakey para a EmArcy no final de março, e em abril duas novas datas agora com o quinteto e sexteto de Miles Davis, que deram origem ao clássico álbum da Prestige, “Walkin'”. Em 30 de abril, para a Savoy, participa do quinteto de Phil Urso-Bob Brookmeyer, em maio é a vez do quinteto de Art Farmer-Gigi Gryce para a Prestige, Clark Terry o convoca em junho, ainda no mesmo mes Art Farmer o reconvoca, e Milt Jackson também. Antes que junho termine, Miles Davis torna a usar de seus serviços na gravação para a Prestige do também clássico “Miles Davis And The Modern Jazz Giants”. Depois desta maratona vem a gig acima mencionada no Minton’s, até que em 14 de novembro, a Blue Note o convoca para que organize um quinteto e grave a primeira, de duas sessões, que formariam seu primeiro álbum como líder de um combo, os Jazz Messengers, que faria história pelos próximos 45 anos, sob a liderança de Art Blakey. O nome, tirado de uma antiga banda liderada por Art em finais da década de 40, tinha agora a conotação de uma cooperativa musical levada a cabo por Silver, Blakey, o experiente trompetista Kenny Dorham, o contrabaixista Doug Watkins, parceiro de Silver no quarteto do Minton’s, assim como o jovem saxofonista Hank Mobley. Silver protagoniza a função de diretor musical do grupo, compondo 7dos 8 temas gravados nas duas datas q formaram o repertório do álbum, a exceção é “Hankerin'”, de Mobley. Do disco fazem parte duas composições que virariam verdadeiros cavalos de batalha durante toda a carreira de Silver: “Doodlin'” e “The Preacher”. O desempenho de músicos deste porte dispensa comentários, a qualidade das composições, ídem. São peças clássicas no repertório do jazz moderno e o engatinhar de um novo estilo que dominaria o restante da década de 50 e boa parte da seguinte. Horace completou no último 2 de setembro, 81 anos de idade, e está ativo e muito bem, obrigado!
Kenny Dorham (tp) Hank Mobley (ts) Horace Silver (p) Doug Watkins (b) Art Blakey (d)
Rudy Van Gelder Studio, Hackensack, NJ, November 13, 1954
*Rudy Van Gelder Studio, Hackensack, NJ, February 6, 1955
1- Room 608 (H. Silver)
2- Creepin’ In (H. Silver)
3- Stop Time (H. Silver)
4- To Whom It May Concern (H. Silver)*
5- Hippy (H. Silver)*
6- The Preacher (H. Silver)*
7- Hankerin’ (H. Mobley)*
8- Doodlin’ (H. Silver)
 
 

3 Respostas para “Horace Silver And The Jazz Messengers (1954-55)

  1. HotBeatJazz

    27 de novembro de 2009 at 10:44 PM

     
  2. Érico Cordeiro

    28 de novembro de 2009 at 2:11 PM

    Discaço, Mr. Mauro.Obrigatório prá quem gosta de jazz e quer entender a revolução dentro da revolução que foi o hard bop em relação ao bebop.Abraços cruzmaltinos!

     
  3. HotBeatJazz

    28 de novembro de 2009 at 6:58 PM

    Seu Érico,Muito obrigado pela ilustre visita, concordo GNG com tua colocação.Parabéns pelo belo título conquistado!!!Abraços

     

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