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Arquivo mensal: fevereiro 2010

Hank Mobley Quintet – The Jazz Message of Hank Mobley Vol. 2 (1956) (Re-up)

Quando Hank Mobley gravou estas sessões para a Savoy, em 1956, ele ainda fazia parte dos Jazz Messengers, e somente 3 dias após a primeira data destas duas sessões ele participaria de sua derradeira colaboração com o combo que passaria a ser liderado pelo baterista Art Blakey. Viria então uma verdadeira avalanche de gravações para Savoy, e posteriormente a Blue Note, com as quais Mobley se notabilizaria como um dos mais produtivos músicos do período. Sua imensa capacidade de compor temas encheria dezenas de lp’s nos próximos dez anos, até que sua abalada saúde o fizesse diminuir o ritmo de gravações.
Este clássico do hardbop traz Mobley ao lado de músicos vitais para o estilo, em duas formações distintas de quinteto. A segunda data, de novembro de 56, contava com Lee Morgan – então um prodígio de apenas 18 anos, o pianista Hank Jones e o baterista Art Taylor. O contrabaixista Doug Watkins é o único músico presente nas duas datas que formam o álbum. Mesmo que Lee Morgan estivesse nesta época ainda se desenvolvendo como instrumentista, sua postura, excecução e recursos de imaginação, eram já ferramentas dignas de um mestre. O trompetista Donald Byrd, o pianista Barry Harris, e o veterano baterista Kenny Clarke, seriam os parceiros para a gravação realizada em julho. A influência em Mobley dos saxofonistas da era do swing, desde Lester Young até Illinois Jacquet, pode ser claramente percebida nestas faixas. O respeito e entendimento de Mobley para com a era pre-bebop capacitaram-no perfeitamente para o desenvolvimento do estilo de jazz predominante que sucedeu o bebop.
Ao lado de 3 composições originais de Mobley, o repertório traz ainda 1 blues de autoria de Thad Jones e um típico tema hardbop do contrabaixista Doug Watkins. Ao todo, são 32 minutos de jazz proporcionados por músicos de primeira linha no estilo.
Donald Byrd (tp) Hank Mobley (ts) Barry Harris (p) Doug Watkins (b) Kenny Clarke (d) Rudy Van Gelder Studio, Hackensack, NJ, July 23, 1956

 

*Lee Morgan (tp) Hank Mobley (ts) Hank Jones (p) Doug Watkins (b) Art Taylor (d) Rudy Van Gelder Studio, Hackensack, NJ, November 7, 1956
1. Thad’s Blues (T. Jones)*
2. Doug’s Minor B’ Ok” (D. Watkins)*
3. B. For B.B. (H. Mobley)
4. Blues Number Two (H. Mobley)
5. Space Flight (H. Mobley)

 

 

George Wallington Quintet – The New York Scene (1957) (Re-up)

Antes de se retirar do cenário musical em 1960, o pianista George Wallington produziu uma série de excelentes álbuns de hardbop com seu quinteto. “The New York Scenes” traz Wallington acompanhado por Phil Woods e Donald Byrd nos sopros e Teddy Kotick e Nick Stabulas na base rítmica. Com exceção de Indiam Summer o repertório é composto de originais de Woods, Byrd e ainda uma composição de Mose Alison – “Graduation Day”.
As cenas Nova-Iorquinas de George Wallington irão agradar em cheio os fãs de jazz straightahead.
George Wallington – (piano); Phil Woods – (alto sax); Donald Byrd – (trumpet); Teddy Kotick – (bass); Nick Stabulas – (drums)
Recorded by Rudy Van Gelder at the Van Gelder Studios, Hackensack N.J, March 1, 1957
1. In Salah
2. Up Tohickon Creek
3. Graduation Day
4. Indian Summer
5. ‘Dis Mornin’
6. Sol’s Ollie

 

 Hot Beat Jazz

 
 

Philly Joe Jones – Showcase (1960) (Re-up)

Mais um re-upload de antiga postagem do blog e mais um músico oriundo de Philadelphia, o baterista Philly Joe Jones, em sessão para a Riverside. Destaque para as participações do grande saxofonista barítono Pepper Adams, do saxofonista tenor Bill Barron, e dos pianistas Sonny Clark e Dolo Coker, além dos metais do trompetista Blue Mitchell e do trombonista Julian Priester. O contrabaixista Jimmy Garrison completa a seção rítmica ao lado de um dos maiores estilistas da bateria jazz. Hardbop da melhor qualidade!
Blue Mitchell (tp) Julian Priester (tb) Bill Barron (ts) Pepper Adams (bars) Dolo Coker (p) Jimmy Garrison (b) Philly Joe Jones (d) NYC, November 17, 1959
*Blue Mitchell (tp) Julian Priester (tb) Bill Barron (ts) Sonny Clark (p) Jimmy Garrison (b) Philly Joe Jones (d, p) NYC, November 18, 1959
01 – battery blues
02 – minor mode*
03 – gwen*
04 – joe’s debut
05 – gone*
06 – joe’s delight
07 – julia
08 – i’ll never be the same
09 – interpretation*
 

Jimmy Heath Sextet – The Thumper (1959) (Re-up)

Nascido na Philadelphia em 1926, Jimmy Heath vem de uma família muito musical, seus irmãos Percy, contrabaixista e Albert, baterista, foram importantes músicos na cena jazzística. Sua cidade natal foi bêrço de incontáveis nomes que emergiram na segunda metade da década de 40 e 50: Philly Joe Jones, Lee Morgan, Bobby Tymmons, e os gigantes do sax tenor John Coltrane e Benny Golson, só para citar alguns. Jimmy começou sua carreira nos anos 40, mais precisamente em 1946, quando ao lado de Percy, organizou e liderou uma big band local que teve como integrantes Benny Golson e John Coltrane. Tocou no combo de Howard McGhee (47-48) e na orquestra de Dizzy Gillespie (49-50). Saxofonista, compositor, arranjador e educador, trabalhou com um grande número de músicos e teve suas composições e arranjos interpretados por gigantes como Miles Davis, John Coltrane, Chet Baker, e Art Pepper, entre outros. Apelidado de “Little Bird” por sua semelhança com o estilo de Charlie Parker no sax alto, no início dos anos 50 passou a se dedicar prioritariamente ao sax tenor, nesse instrumento tinha John Coltrane como grande apreciador de sua música. Em meados dos anos 70, organizou junto com seus irmãos o importante grupo “The Heath Brothers”.
“The Thumper”, gravado em 1959 para a Riverside, é um de seus mais apreciados álbuns até hoje, um verdadeiro marco na discografia de Jimmy Heath. Ao seu lado, na linha de frente, o cornetista Nat Adderley e o trombonista Curtis Fuller, secundados por uma precisa cozinha com o genial Wynton Kelly ao piano, Paul Chambers no contrabaixo e Albert Heath na bateria. No repertório, alguns standards e composições originais que se tornaram verdadeiros cavalos de batalha para muitos músicos, como “For Minors Only”, além de um blues de Wynton Kelly, “Who Needs It?”.
Discorrer sobre a música? “Who Needs It?”.

 

Nat Adderley (cor) Curtis Fuller (tb) Jimmy Heath (ts) Wynton Kelly (p) Paul Chambers (b) Albert “Tootie” Heath (d)
NYC, November 27, 30, 1959
1. For Minors Only
2. Who Needs It?
3. Don’t You Know I Care
4. Two Tees
5. The Thumper
6. New Keep
7. For All We Know
8. I Can Make You Love Me
9. Nice People
 

Bert Joris Quartet – Magone (2007)

Bert Joris nasceu em Antuérpia, Bélgica, em 1957, e desde que começou a se dedicar ao trompete, aos 14 anos, não parou mais de desenvolver-se no instrumento e hoje destaca-se como um dos músicos europeus mais requisitados no cenário jazzístico. Em 1978, Bert ingressou na “BRT Radio Jazz Orchestra” como solista e compositor de raro talento, tendo permanecido na banda até 1987. Gravou com seu quarteto pela primeira vez em 1986 e neste mesmo ano Joe Lovano o convidou, juntamente com o quarteto, para participar de uma tournê na qual gravariam o álbum “Solid Steps”. Durante este período excursionou e gravou com a “Joe Haider/Mel Lewis Orchestra”. Desde 1992 tem percorrido o mundo apresentando-se ao lado do guitarrista Philip Catherine e, em 1999, o pianista Enrico Pieranunzi o convidou para participar de seu quinteto. Apresentou-se com vários combos como: “Michel Herr European Quintet”, “Philippe Aerts quartet”, “Amsterdam Jazz5tet”,Jesse Van Ruller, Joe Haider, Wolfgang Haffner, Rob van Bavel, Lew Tabakin, Mel Lewis, Jimmy Cobb, Hein van de Gein, e Marc Moulin entre outros. Em 1996, foi agraciado com o prestigiado prêmio “DJANGO D’OR”. Tem trabalhado como líder da Brussels Jazz Orchestra, onde atua como principal solista e compositor, além de ter produzido cinco álbuns da orquestra. Em 2008, foi solista convidado da “Vanguard Jazz Orchestra”, atuando no famoso clube “Village Vanguard”, em NYC.
“Magone” é o mais recente trabalho a frente de seu quarteto, formado pelo fabuloso Dado Moroni ao piano, Philippe Aerts no contrabaixo e Dré Pallemaerts na bateria. O repertório é quase que inteiramente composto por originais de Bert, exceção do standard “I fall in love too easily”, onde pode-se notar a influência de Art Farmer no timbre e fraseado lúcido e preciso do músico.
Bert Joris é um nome no qual se deve dedicar atenção especial, um instrumentista e compositor de mão cheia, que mantém viva a chama do hardbop em tempos de muitas funkeadas desnecessárias.

 

Bert Joris (tp, fgh); Dado Moroni (p); Philippe Aerts (b); Dré Pallemaerts (d).
Recorded January 2007

 

1- Mr Dodo
2- Magone
3- Triple
4- Anna
5- King Kombo
6- The mighty bobcat
7- I fall in love too easily
8- Signes & signatures
9- To Philip
10- Alone at last
11- Benoit (live)

 

http://ouo.io/2qv1Y1

 
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Publicado por em 24 de fevereiro de 2010 em Bert Joris, Dado Moroni, Dré Pallemaerts, Philippe Aerts

 

Bennie Green Quintet (1960) (Repost)

Bennie Green nasceu em Chicago, em 16 de abril de 1926. Foi um dos poucos trombonistas dos anos 50 não diretamente influenciado por J.J. Johnson, seu toque tinha referências plantadas no swing e no R&B, embora fosse um músico antenado nas conquistas harmônicas do bebop. Começou a destacar-se em Chicago e, de 1942 à 1948, tocou no combo do veterano pianista Earl Hines. Ganha uma grande visibilidade trabalhando com o saxofonista Charlie Ventura entre 1948-50, volta a trabalhar com Hines em 51-53 e forma seu próprio quinteto, com o qual trabalharia regularmente até meados dos anos 60.
Ouviremos o quinteto do trombonista Bennie Green em gravação realizada em 1960 para o pequeno selo Bainbridge. Destaque para o pianista Sonny Clark e o sax tenor de Jimmy Forrest. Repertório com três originais de Clark, um standard, um original de Harold Ousley e uma ellingtoniana.
Green faleceu em 23 de março de 1977, após passar seus últimos anos trabalhando nos hotéis e cassinos de Las Vegas. Deixou uma extensa carreira discográfica e escreveu seu nome entre os grandes do instrumento no panteão do jazz.
Bennie Green (tb); Jimmy Forrest (ts); Sonny Clark (p); George Tucker (b); Alfred Dreares (d)
1- Sometimes I’m Happy (V. Youmans)
2- It’s Time (S. Clark)
3- Solitude (D. Ellington)
4- Sonny’s Crip (S. Clark)
5- Cool Struttin’ (S. Clark)
6- And That I Am So In Love (H. Ousley)
 
 

Júlio Bittencourt Trio – Carnaval Moderno (2005) (Repost)

Providencial para as festas de Momo a repostagem deste maravilhoso álbum de tradicionais marchinhas de carnaval tocadas em jazz de primeira. Curtam um carnaval diferente!!
“Carnaval Moderno” foi o segundo cd gravado pelo Júlio Bittencourt Trio, com sessões de gravação realizadas em outubro de 2004 no IMB Studio em Cruzeiro-SP e fevereiro de 2005 no Studios Trilha no Rio de Janeiro. “Carnaval Moderno” é um trabalho conceitual, com o repertório composto por conhecidas marchas de carnaval, temas obrigatórios em qualquer baile de carnaval em todo o país. Tal conceito poderá sugerir uma opção ligada a um formato mais popular, tal sugestão, porém, desaparece já nos primeiros compassos de “O Teu Cabelo” de Lamartine Babo. A melodia está ali, sem dúvida, porém nunca de forma explícita ou óbvia. Uma tônica em todo o cd é a variedade de grooves e uma abordagem sempre original nas melodias e harmonias dos temas. O trio contou com a participação especial de três convidados: o percussionista Pernambuco em duas faixas, o saxofonista Aloysio Neves também em duas e o violonista Antonio Mello em “Tristeza” de Haroldo Lobo e Miltinho. A leitura do trio para “Jardineira” de Benedito Lacerda é um primor em harmonização e dinâmica, mesmo caso do “Bandeira Branca” de Laércio Alves. O “Ta-hi”, de Joubert de Carvalho, é apresentada em quinteto com o JBT acrescidos de Aloysio Neves e Pernambuco, o tema é apresentado sobre uma levada free precedida por uma introdução em maracatú. Em todas as músicas fica evidente o entrosamento que o Júlio Bittencourt Trio adquiriu, assim como a categoria de músicos especiais a que eles pertencem. Luciano é já um mestre nas harmonias e B.J. e Júlio Bittencourt uma das melhores cozinhas que tive o privilégio de ver e ouvir tocar no cenário jazz brasileiro.

“Carnaval Moderno” é um projeto corajoso e vitorioso nas propostas musicais, fugindo sempre do clichê, arriscando musicalmente e recusando os caminhos mais fáceis, já amplamente pavimentados.

Júlio Bittencourt (d); Luciano Bittencourt (g); Benjamin “BJ” Bentes (b); Antônio Pernambuco (perc); Aloysio Neves (sax); Antonio Mello (ac g)
Gravado nos estúdios Trilha, Rio de Janeiro – Fev. 2005 e IMB Studios, Cruzeiro-SP – Nov. 2004.
1- Vinheta Intro
2- O Teu cabelo ( L. Babo – I. Valença)
3- Lata D’água (L. Antonio – J. Junior)
4- Solo Luciano Bittencourt
5- Jardineira (B. Lacerda – H. Porto)
6- Tristeza (H. Lobo – Niltinho)
7- Bandeira Branca ( L. Alves)
8- Ta-hi (J. de Carvalho)
9- Canção de Cruzeiro (C. Federici)
10- Marcha do Remador ( A. de Almeida)
11- Vinheta Final
12- Danielle (L. Bittencourt) Bonus*

OBS: Publicação inédita na blogsfera.