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Arquivo mensal: maio 2010

HotBeatJazz 10′ Series – Miles Davis All Stars Vol.1 e 2 – 10’LP PRLP 196 e 200 (1954)


Como discorri no post anterior sobre o quinteto de Miles Davis – Miles Davis Quintet – 10’LP PRLP 187 (1954) – o ano de 1954 foi definitivo na direção musical que Miles seguiria pelos próximos 15 anos. O embrião de seu famoso quinteto estava se formando, porém Miles ainda participava de encontros do tipo All Stars, algo que posteriormente deixaria de fazer para dedicar-se exclusivamente a seu combo. Esta sessão realizada para a Prestige seria a última obedecendo o formato de uma jam à qual Miles participaria, exceção feita a apresentação em julho de 55 no Festival de Newport. Realizada na véspera do Natal de 54, Bob Weinstock colocou em estúdio figuras proeminentes do jazz de então: Miles ao trompete, acompanhado por Thelonious Monk ao piano, Milt Jackson ao vibrafone, Percy Heath ao contrabaixo e o veterano Kenny Clarke na bateria.

 

Cada solista principal teve a oportunidade de apresentar uma composição original, de forma que Monk escolheu seu clássico Bensha Swing, Milt Jackson o inigualável blues Bag’s Groove, e Miles sua pouco gravada Swing Spring. O quarto tema gravado foi o standard The Man I Love, de George e Ira Gerswin. Miles estava em uma de suas melhores fases como instrumentista, frases muito bem pensadas e idéias ligadas com precisão de artífice, faziam de seu trompete uma referência ao lado dos grandes da época como Clifford Brown, Kenny Dorham e, claro, Dizzy Gillespie. O grupo se entrega a longas improvisações para o padrão de gravação em estúdio da época, com as quatro faixas variando de 8 a 11 minutos de duração, e ocupando cada uma um lado inteiro do LP de 10 polegadas. Monk, como sempre, é uma atração a parte, simplesmente deixando de tocar por longo tempo – exemplo, durante o solo de Miles em Swing Spring – para depois atacar mais um de seus instigantes e percussivos solos, com a harmonia típica do mestre que sempre foi. Milt Jackson injeta o blues na veia de todos os temas, uma de suas mais marcantes características como solista.

 

Miles Davis All Stars é um dos grandes acontecimentos de 1954 em matéria de jam session em estúdio, e uma belíssima oportunidade de ouvir Miles em um contexto mais relax.
PRLP 196 Miles Davis All Stars
Miles Davis (tp) Milt Jackson (vib) Thelonious Monk (p) Percy Heath (b) Kenny Clarke (d) Rudy Van Gelder Studio, Hackensack, NJ, December 24, 1954

 

1- Bags’ Groove (M. Jackson)
2- Swing Spring (M. Davis)

 

PRLP 200 Miles Davis All Stars, Vol. 2
Miles Davis (tp) Milt Jackson (vib) Thelonious Monk (p) Percy Heath (b) Kenny Clarke (d) Rudy Van Gelder Studio, Hackensack, NJ, December 24, 1954

 

1- The Man I Love (G. Gerswin – I. Gerswin)
2- Bemsha Swing (T. Monk)

 

http://ouo.io/UWKIrv

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HotBeatJazz 10′ Series – Lester Young with The Oscar Peterson Trio N°2 – 10’LP MGN-6 (1952)

O segundo volume resultante da sessão de gravação para a Norgran, realizada em 4 de agôsto de 1952. Lester Young ao lado de Oscar Peterson e seu trio, gravaram quatro standards. Tea For Two, Indiana, On The Sunny Side Of The Street e There’ll Never Be Another You.
Lester Young (ts) Oscar Peterson (p) Barney Kessel (g) Ray Brown (b) J.C. Heard (d)
NYC, August 4, 1952

 

1- Tea For Two
2- There Will Never be Another You
3- Indiana
4- On The Sunny Side of the Street
 

HotBeatJazz 10′ Series – Lester Young with The Oscar Peterson Trio – 10’LP MGN-5 (1952)

Vida difícil esta de blogueiro dedicado ao jazz. Estava em uma indecisão infindável. Sabia que postaria mais um 10 polegadas e de um saxofonista tenor. Mas qual? Então as coisas começam a clarear. Percebo que o meu amigo, grande conhecedor de jazz e o melhor blogueiro que conheço da matéria, Érico Cordeiro está on line em um desses onipresentes comunicadores web. Pensei cá com os meus botões: “Vou repassar o problema.” Mando a pergunta seca e sem dar ao interlocutor nenhum espaço para evasivas: “Lester Young ou Don Byas? Escolhe”. A resposta veio alguns segundos depois, taxativa: “Lester, sempre!!!!!!!” Estava acabado meu calvário constante em ter que decidir entra tantas opções, pelo menos hoje.

 

Falar de Lester Young novamente seria enfadonho e desnecessário, a poucos dias coloquei outro post deste imortal do jazz. O saxofonista que fez a cabeça do maior número de músicos até o surgimento de Charlie Parker. A gravação em questão foi realizada em 1952, para o selo Norgran. O produtor Norman Granz reuniu em estúdio dois dos maiores artistas de seu cast, Lester e o pianista Oscar Peterson, com seu trio formado pela genial guitarra de Barney Kessel, pelo contrabaixo do inigualável Ray Brown e pela bateria de J. C. Heard. As gravações desta sessão geraram uma série de LP’s 10 polegadas da qual hoje postamos o primeiro volume.

 

Um original e três standards compõe a bolachinha. A interpretação de I Can’t Get Started, está entre os maiores momentos da carreira de Lester, seu lirismo e fluidez de frases revelam uma poesia musical única. Em Just You, Just Me, temos o Lester nas frases rápidas, e você entenderá o quanto este músico influenciou a geração de Charlie Parker e dos boppers. Oscar Peterson e seu estilo límpido nas teclas, com as caraterísticas acentuações de mão esquerda, revelam o enorme estilista que foi. Barney Kessel, a guitarra que fez a cabeça da geração bossa-nova, é uma presença marcante em todas as quatro faixas do disco. Ray Brown é garantia de segurança rítmica, pulsação e muito swing em qualquer combo dos quais participou. J. C. Herad era um baterista muito requisitado nos estúdios por ser extremamente eclético, adequando seu modo de tocar a todas as exigências da música.

 

Lester Young with The Oscar Peterson Trio, é um dos maiores momentos gravados do imortal Lester Young, comparável as feitas na década de trinta com Count Basie. Tudo perfeito nesta maravilhosa data produzida por Norman Granz. Amanhã o segundo volume da série. Érico, tinha que ser mesmo. Lester, sempre !!!!!!!!!
Lester Young (ts) Oscar Peterson (p) Barney Kessel (g) Ray Brown (b) J.C. Heard (d)
NYC, August 4, 1952
1- Ad Lib Blues
2- I Can’t Get Started
3- Just You, Just Me
4- Almost Like Being in Love

 

 

HotBeatJazz 10′ Series – Hank Jones – Piano Solo by Hank Jones 10’LP MGC 707 (1947)

O mestre Hank Jones, que nos deixou domingo último aos 91 anos de idade, foi descrito por Joachim Berendt como “…um mestre dos refinamentos pianísticos e possui também aquele sentido de economia no toque muito ao sabor de Count Basie.” Completaria acrescentando que Hank foi um dos pianistas que melhor soube edificar a ponte entre o estilo swing e o bebop. Sendo ele da mesma geração de Parker, apenas dois anos mais velho, Hank transportou para o idioma bop a antiga tradição pianística de Fats Waller e James P. Johnson, tornando-a mais flexivel no aspecto do ritmo, e mais rica harmonicamente. Um músico de estilo super refinado e com um conhecimento musical completo. Sua inteligência musical o levou a se tornar um dos pianistas mais solicitados, não só no mundo do jazz, mas também pelos estúdios de televisão e cinema nos anos 50 e 60.

 

Ouviremos Hank Jones em uma sessão gravada para a Cleff, de Norman Ganz, em 1947. Hank era ainda nessa época um jovem músico chegado a NYC a apenas três anos. A influência de um Art Tatum é notada nestas 6 faixas em piano solo em que interpreta 5 standards e o seu original Blues For Lady Day.

 

Hank Jones (p)
probably NYC, September-October, 1947

 

1- The Night We Called It A Day
2- Yesterdays
3- You’re Blase
4- Tea For Two
5- Blues For Lady Day
6- Blue Room
 
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Publicado por em 22 de maio de 2010 em hank jones, HotBeatJazz 10' Series

 

HotBeatJazz 10′ Series – Chu Berry And His Jazz Ensemble – Memorial Album – 10’LP Commodore FL 20024 (1938-41)

Leon Brown “Chu” Berry nasceu em 13 de setembro de 1908, em Wheeling, West Virginia. Chu teve contato com a música desde tenra idade e, ainda adolescente, já tocava saxophone alto em bandas locais. Em 1929 e 30, tocou com o combo de Sammy Stewart, época em que depois de ouvir Coleman Hawkins decidiu mudar para o sax tenor. Chu fez parte da primeira leva de músicos que foram profundamente influenciados pelo estilo vigoroso de tocar de Hawkins, e ao lado de Herschell Evans, Budd Johnson, Buddy Tate, Al Sears, Arnett Cobb e outros, tomou parte como pioneiro na popularização do sax tenor como instrumento solista no jazz. O próprio Coleman Hawkins declarava: “Chu é o melhor!”. Após a ida de Hawkins para uma longa permanência na Europa na segunda metade da década de trinta, Chu Berry foi incensado como “o grande tenorista” nos EUA. Sua influência atingiu até mesmo o gênio do bebop, Charlie Parker, que batizou seu primeiro filho com o nome de Leon, em homenagem a Chu. De 1932 a 33, Chu tocou na orquestra de Benny Carter; de 33 a 35, na de Teddy Hill; de 35 a 37, na famosa orquestra de Fletcher Henderson; e de 37 a 41, foi um dos destaques da orquestra de Cab Calloway, onde tocou ao lado de jovens músicos que iriam criar o bebop, idioma do jazz moderno, como Dizzy Gillespie. Foi Chu quem apresentou ao mestre Coleman Hawkins esta nova geração de músicos que se reunia no Minton’s Playhouse, quando do retorno do último de sua temporada na Europa em 1940. Chu, Hawkins e Don Byas foram os veteranos saxofonistas tenores a emprestar credibilidade a nova forma de se fazer jazz que começava a germinar no início dos anos 40.

 

Chu foi um dos mais requisitados sidemen da década de 30, gravando com nomes como: Spike Hughes (1933), Bessie Smith (1933), The Chocolate Dandies (1933), Mildred Bailey (1935-1938), Teddy Wilson (1935-1938), Billie Holiday (1938-1939), Wingy Manone (1938-1939) and Lionel Hampton (1939). Foi também um excelente compositor, tendo deixado para a posteridade um hit clássico do período do swing, “Christopher Columbus“. Chu teve uma brevíssima carreira em discos, apenas dez anos. Ele faleceu em outubro de 1941, vítima de um traumatismo craniano decorrente de um acidente automobilístico.

 

Ouviremos neste 10 polegadas da pequena gravadora Commodore, Chu Berry em duas sessões distintas. A primeira, de 10 de novembro de 1938, Chu integrava o combo do trompetista Roy Eldridge, um dos maiores nomes do trompete do swing. Completavam o combo: Clyde Hart ao piano, o veterano Danny Barker na guitarra, Artie Shapiro no contrabaixo e o primeiro grande estilista da bateria Big Sid Catlett. No repertório, dois grandes sucessos da música americana: Stardust e Body and Soul; e dois originais: Forty Six West Fifty Two e Sittin’ In.

 

A segunda sessão do álbum foi uma das últimas participações em estúdio do grande Chu Berry, acontecida em 28 de agôsto de 1941, como integrante do combo do trompetista e cantor Hot Lips Page. Estavam na banda além dos dois citados, novamente Clyde Hart ao piano, Al Casey na guitarra, Al Morgan no contrabaixo e Harry Jaeger na bateria. Foram gravadas na data dois clássicos: Gee, Baby Ain’t I Good To You, com uma adorável participação vocal de Hot Lips Page e On The Sunny Side Of The Street. Os originais Blowing Up A Breeze e Monday At Minton’s, completaram a sessão.

 

Vamos voltar no tempo, nesta atmosfera típica do Harlem e de seu Savoy Ballroom, com as marcantes e históricas performances de um dos maiores saxofonistas daquela glamurosa época. Com vocês, Leon Brown “Chu” Berry!
Roy Eldridge (tp) Chu Berry (ts) Clyde Hart (p) Danny Barker (g) Artie Shapiro (b) Big Sid Catlett (d).
November, 10, 1938

 

*Hot Lips Page (tp, vo) Chu Berry (ts) Clyde Hart (p) Al Casey (g) Al Morgan (b) Harry Jaeger (d).
August, 28, 1941

 

1- Stardust
2- Forty Six West Fifty Two
3- Gee, Baby Ain’t I Good To You*
4- Blowing Up A Breeze*
5- Body And Soul
6- Sittin’ In
7- On The Sunny Side Of The Street*
8- Monday At Minton’s*
 

HotBeatJazz 10′ Series – Stan Getz – Chamber Music By The Stan Getz Quintet 10’LP RLP417 (1951-52)

Mais um ítem do fantástico quinteto de Stan Getz com gravações realizadas em duas datas para a Roost. Em 15 de agosto de 1951, Getz se apresentava a frente do quinteto formado por Horace Silver ao piano, Jimmy Raney na guitarra, Roy Haynes na bateria e um revezamento de dois contrabaixistas: Tommy Potter e Leonard Gaskin. No repertório registrado, três originais do saxofonista Gigi Gryce: Yvette, Wildwood e Melody Express. Uma composição de Horace Silver, Potter’s Luck, e o standard de Jerome Kern, The Song Is You.

A segunda sessão de gravação aconteceu em 19 de dezembro de 1952, com o quinteto sofrendo algumas alterações. Apenas Jimmy Raney permanecia da formação anterior, com o restante dos músicos sendo: Duke Jordan ao piano, Bill Crow no contrabaixo e Frank Isola na bateria. Foram feitas tomadas para dois standards: Autumn Leaves e These Foolish Things, além da clássica composição de George Shearing, Lullaby Of Birdland.

Todas as músicas foram gravadas ainda no período dos 78 rpm, o que limitavam sua duração a parcos 3 minutos. Porém são peças que fundamentaram a posição de Stan Getz como um dos saxofonistas que melhor soube adaptar a sonoridade de Lester Young ao idioma bop do jazz moderno. As gravações deste período consolidaram a posição de Stan Getz como um dos maiores instrumentistas do jazz e contribuíram para que ele ficasse conhecido como “The Sound“.

Stan Getz (ts) Horace Silver (p) Jimmy Raney (g) Tommy Potter or Leonard Gaskin (b) Roy Haynes (d)
NYC, August 15, 1951

 

*Stan Getz (ts) Duke Jordan (p) Jimmy Raney (g) Bill Crow (b) Frank Isola (d)
NYC, December 19, 1952

 

1- Yvette
2- Potter’s Luck
3- Wild Wood
4- Penny
5- Autumn Leaves*
6- Lullaby Of Birdland*
7- These Foolish Things*
8- Melody Express
 

HotBeatJazz 10′ Series – Lester Young – Trio N°2 – 10’LP MGC-135 (1946)

O desenvolvimento do saxofone tenor no jazz teve como primeiro mestre Coleman Hawkins, o pai do saxofone, como era chamado, porém foi Lester Young o mais influente músico neste instrumento. Sua sonoridade macia, seu toque relaxado, contrastava com o estilo praticado até então. Lester fez o saxofone deixar de soar de maneira hot, e foi o precursor do estilo cool no jazz. Nascido em uma família de músicos em Woodville, Mississippi, em 27 de Agosto de 1909, e ainda jovem tendo ido viver em New Orleans, Luisiana, desde muito cedo esteve em contato com mundo da música, tocando bateria na banda de seu pai, nas barcas que subiam o rio Mississipi. Abandonou a bateria quando percebeu o inconveniente causado nas relaçoes com o sexo feminino, desmontar e embalar o instrumento o impossibilitava de acompanhar as moças que se interessavam pelos músicos. Passou a bateria para seu irmão, Lee Young, e mudou para o sax alto. Neste instrumento ingressou na banda de Art Bronson, depois mudou para o sax tenor e tocou com o pioneiro King Oliver. Uma temporada breve com Count Basie, músico oriundo de Kansas City, onde Lester se estabeleceu, antecipou sua conturbada estada na banda de Fletcher Henderson, onde por substituir ninguem menos do que Coleman Hawkins, foi cobrado em executar um estilo que fosse semelhante, áspero e agressivo. Impossível para Lester, abandonou o grupo e se juntou a banda de Any Kirk, antes de retornar ao grupo de Basie em 36 e gravar faixas em que se tornaria uma referência obrigatória em uma nova maneira de se exprimir no sax tenor. Foi neste combo que Lester conheceria aquela que foi sua maior amiga, confidente e íntima, numa relação que durou por toda sua vida, Billie Holiday. Billie deu a Lester o apelido que passaria a ser sua marca, Pres, uma abreviatura para Presidente. Ao lado de Billie gravou solos antológicos para a história do jazz e atribuiu à ela o apelido de Lady Day. Foram como amigos, irmãos, apaixonados um pelo outro, e atravessaram juntos os difíceis caminhos das drogas e da dificuldade em ser negro em um país regido por leis segregacionistas.

 

A gravação que tratamos aqui foi realizada em 1946, em Hollywood, em uma produção de Norman Granz para seu selo Clef. Lester está acompanhado pelo baterista Buddy Rich e pelo pianista Nat King Cole, que por razões contratuais aparece sob o pseudônimo de Aye Guy. Interpretam quatro standards, com a curiosidade de que em Peg O’ My Heart, eles atuam em duo de saxofone e piano, em virtude de Buddy Rich ter sido acometido por uma súbita e inexplicável fome, que o fez se ausentar do estúdio e buscar alimento. A gravação The Man I Love tornou-se um clássico na discografia de Lester, seu discurso é primoroso e ainda hoje atual. Nat King Cole toca com paixão incontida, em uma atmosfera diversa da que costumava ter com seu fabuloso trio. Enfim são quatro faixas que entraram para posteridade, e de quebra, você ainda vai poder matar as saudades dos chiados e estalos peculiares a um velho 10 polegadas. As faixas foram extraídas de um exemplar original.

 

Lester Young (ts) Nat “King” Cole (p) Buddy Rich (d)
Radio Recorders, Hollywood, CA, March-April, 1946

 

1- I Want to Be Happy
2- Peg o’ My Heart
3- Mean to Me
4- The Man I Love