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HotBeatJazz 10′ Series – Gerry Mulligan Quartet – Gene Norman Presents Vol.3 – 10’LP GNP3 (1953)

07 maio

Gerald Joseph “Gerry” Mulligan nasceu em NYC em 6 de abril de 1927. Começou na música como pianista, mudando posteriormente para o clarinete e o saxofone barítono, no qual foi um dos maiores nomes na história do jazz. Aos 17 anos de idade Mulligan já escrevia arranjos para uma orquestra de rádio liderada por Johnny Warrington. Tendo passado sua infância e adolescência na Filadélfia, Mulligan voltou a NYC aos 19 anos para trabalhar como arranjador para a orquestra de Gene Krupa. Posteriormente trabalharia com as bandas de Claude Thornhill, Kai Winding e Stan Kenton, até que em 1948 começa a tomar parte em um grupo de músicos organizados por Gil Evans e Miles Davis. Foi com este grupo que Mulligan começaria a fazer história, no que se chamou posteriormente de Birth of The Cool, gravações realizadas por um noneto em 49 e 50, que marcariam o surgimento de um novo estilo. Mulligan atuou de forma marcante como saxofonista, compositor e arranjador, ao lado de Gil Evans, John Lewis e Johnny Carisi.

Em 1951, Mulligan muda para Los Angeles, onde no ano seguinte voltaria a revolucionar a estética do jazz com a formação de um quarteto ao lado do jovem trompetista Chet Baker. Este quarteto teve como característica inovadora a não utilização do piano, o que lhe conferia uma sonoridade absolutamente original e camerística. Apesar de nunca ter sido um virtuoso como instrumentista, ele o era na inteligência. Seus arranjos produziam uma tal beleza melódica e harmônica entre as linhas do sax e do trompete, que a sustentação da harmonia por intermédio de acordes não era fundamental. Para se entender o êxito no intento há que se fazer juz ao toque macio e altamente melódico do trompete de Chet Baker.

As gravações que aqui apresentamos, foram produzidas por Gene Norman em sessão realizada em 7 de maio de 1953, em Los Angeles, com a terceira formação do quarteto, que contava além de Mulligan e Baker, com Carson Smith no contrabaixo e Larry Bunker na bateria. O repertório traz dois standards: Love Me Or Leave Me e Speak Low, dois originais de Mulligan: Varsity Drag e Swing House, e dois temas típicamente bop: Half Nelson, de Miles Davis, e Lady Bird, de Tadd Dameron.

 

Discorrer sobra a música é absolutamente dispensável, estas gravações fazem parte do Tao do jazz, são obras primas eternas e absoltuamente atuais, como são todas as criações verdadeiramente revolucionárias.

Chet Baker (tp) Gerry Mulligan (bars) Carson Smith (b) Larry Bunker (d)
Los Angeles, CA, May 7, 1953

 

1- Varsity Drag
2- Swing House
3- Love Me Or Leave Me
4- Half Nelson
5- Speak Low
6- Lady Bird

 

 

3 Respostas para “HotBeatJazz 10′ Series – Gerry Mulligan Quartet – Gene Norman Presents Vol.3 – 10’LP GNP3 (1953)

  1. Érico Cordeiro

    8 de maio de 2010 at 11:02 PM

    Mr. Mauro,Sobre Mulligan, já foi dito que nele se pode ouvir o passado, o presente e o futuro do jazz. Não recordo o autor da frase, mas concordo com ela.E que cena maravilhosa aquela da Costa Oeste (Los Angeles e San Francisco, especialmente), nos anos 50. Só Nova Iorque prá rivalizar com aquela maravilha de "estufa musical"!E tome Art Pepper, Sonny Criss, Hampton Hawes, Mulligan, Baker, Shorty Rogers, Curtis Counce, Richie Kamuca, Pete Jolly, Howard Rumsey, Carl Perkins, Dave Brubeck, Pete e Conte Candoli, Barney Kessel, Bud Shank, Shelly Manne, Jimmy Rowles…Na vitrola, o estupendo David Murray (sobre quem tinha algumas restrições pela abordagem avangardista demais, mas que nos álbuns "straight ahead" Seasons e Like a Kiss That Never Ends – que ouço agora – mostra que Eric Dolphy pode dormir tranqüilo, pois há um herdeiro à altura – que que é isso, Seu Mauro!?!?!?!?). Acho que em breve ele pinta no jazz + bossa – fantáááááááááááááástico!!!!!! (e o piano de John Hicks é delirantemente belo!!!!).

     
  2. HotBeatJazz

    10 de maio de 2010 at 5:21 PM

    Mr. Éricoa turma da california era realmente show, a lista seria infindável. Quanto a tua vitrola, ela é sempre bacanuda, este álbum é um must mesmo. Por incrível coincidência eu ouço no momento o Hicks, barbarizando no disco de um saxofonista de responsa, o Chico Freeman, no álbum Still Sensitive. Amigo, se ainda não ouviu não perca 1 segundo sequer. Para facilitar estarei pandeando-te.Grande abraço

     

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