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Arquivo mensal: julho 2010

HotBeatJazz 10′ Series – Gerry Mulligan And His Ten-Tette – Capitol H439 (1953)

O baritonista, arranjador e compositor Gerry Mulligan foi alçado a repentino sucesso de crítica e público em 1952, após montar seu pianoless quartet do qual fazia parte o trompetista Chet Baker. Sendo já uma referência entres os músicos, que apreciavam a extrema categoria e qualidade de sua escrita, Mulligan foi com este quarteto apreciado e ovacionado pelo público americano e, posteriormente, mundial. O quarteto pode evidenciar a qualidade de instrumentista de Muligan como saxofonista, porém o arranjo e a composição eram as principais atividades a que ele próprio se dedicava. Já havia escrito para orquestras, para o noneto de Miles Davis em 49-50, montado uma big band, e iniciado sua carreira como líder em 1951, gravando para a Prestige. Após o ano de 1952 ter sido praticamente dedicado a seu quarteto, Mulligan iniciava 1953 com o projeto de um grupo de tamanho médio, 10 músicos, excecutando suas composições e arranjos, algumas delas já gravadas com o quarteto. A este combo foi dado o nome de Ten-Tette.

 

Para tanto Mulligan recrutou parte da nata dos músicos estabelecidos na Califórnia, quase todos com importantes passagens pelas orquestras de Stan Kenton e Woody Herman, os maiores celeiros de solistas do west-coast jazz. A instrumentação era original: 2 trompetes, 1 trombone de válvulas, 1 french-horn, 1 tuba, 1 sax alto, 1 sax barítono, contrabaixo, bateria, e Mulligan atuando hora no sax barítono ou no piano. Pela primeira vez Mulligan se apresentava em gravação atuando ao piano, este que fora seu primeiro instrumento e no qual ele se mostrava muito competente, revelando fortes traços da influência de Duke Ellignton, fato posteriormente admitido pelo próprio Mulligan. Seus arranjos são cheios de luz e suavidade, com os músicos atuando com evidente empenho na execução de suas partituras, e sua música, apesar de altamente organizada e arranjada, dava amplos espaços para os solistas do grupo.
Estas oito faixas foram produzidas por Gene Norman e gravadas nos suntuosos estúdios da Capitol, na Melrose Avenue, em Hollywood. Dividas em duas sessões de gravação ocorridas em 29 e 31 de janeiro de 1953, com o mesmo grupo de músicos, à exceçao do baterista – Chico Hamilton no dia 29 e Larry Bunker no dia 31. Vale destacar as atuações excepcionais dos trompetistas Chet Baker e Pete Candoli, assim como do saxofonista alto Bud Shank, e um novo arranjo para Rocker, anteriormente gravada com o noneto de Miles Davis. O standard Takin’ A Chance On Love tem um arranjo absolutamente original. Walkin’ Shoes, que já havia sido gravada com o quarteto, ganha novas cores e personalidade, e se tornaria um clássico no repertório de Mulligan. Todas as cinco composições restantes trazem a marca de gênio deste verdadeiro gigante do jazz.

 

Chet Baker, Pete Candoli (tp) Bob Enevoldsen (vtb) John Graas (frh) Ray Siegel (tu) Bud Shank (as) Don Davidson (bars) Gerry Mulligan (bars, p) Joe Mondragon (b) Chico Hamilton (d) Larry Bunker (d) *
Capitol Studios, Melrose Avenue, Los Angeles, CA, January 29, 1953
Capitol Studios, Melrose Avenue, Los Angeles, CA, January 31, 1953*

 

1- Taking A Chance On Love*
2- Rocker
3- Ontet*
4- Flash*
5- Simbah*
6- A Ballad
7- Westwood Walk
8- Walkin’ Shoes

 

 

HotBeatJazz 10′ Series – Bob Gordon – Moods In Jazz TP-26 (1953)

A história do jazz é pontuada por grandes momentos, onde artistas de categoria maior nos deixaram incontáveis realizações, que perduram por décadas, garantindo o deleite dos apreciadores do gênero. Mas esta mesma história tem incontáveis momentos de tragédia, com artistas de categoria superlativa nos deixando de forma violenta e precoce, quando somente iniciavam suas carreiras de maneira vigorosa e promissora, deixando uma profunda saudade e lacuna de tamanho imensurável. Foi assim com Bix Beiderbeke, Clifford Brown, Scott LaFaro, Eric Dolphy, o mestre maior Charlie Parker, e outros tantos artistas, entre eles, o baritonista Bob Gordon.

 

Bob nasceu em St. Louis, Missouri, em 11 de junho de 1928. Capturado pela música ainda na adolescência, tornou-se um músico talentoso de forma precoce, aos 18 anos já tocava seu sax barítono na banda de Shorty Sherock. De 1948 à 1951 foi integrante da orquestra de Alvino Rey e em 1952 entrou para a grande orquestra de Billy May. Mudou-se para a California e lá tornaria-se um requisitado sidemen para músicos da estatura de Shelly Manne, Maynard Ferguson, Chet Baker, Clifford Brown, Shorty Rogers, Tal Farlow e Stan Kenton. Foi um parceiro musical inseparável do saxofonista, compositor e arranjador Jack Montrose, que fala da seguinte forma sobre Bob Gordon: “Para mim, Bob Gordon foi muito mais do que uma inspiração, ele era a minha outra metade musical, e juntos, formávamos um todo. Nossa parceria não está terminada, entretanto, sua contribuição está indelévelmente impressa em minha alma, e cabe a mim a tarefa de dar continuidade a ela. Nos entendíamos e nos admirávamos completamente. Sou um homem de sorte por ter amado e sido amado por alguém como Bob Gordon. Penso que o companheirismo e resultado artístico que experimentamos era de uma natureza tal que não é comumente atingido. Sou um afortunado e um homem melhor por ter conhecido e amado a alguém como Bob Gordon”.

 

Bob Gordon faleceu aos 27 anos de idade, vítima de um acidente automobilístico, quando se dirigia para San Diego para uma apresentação ao lado do amigo Pete Rugolo. Deixou dois álbuns como líder e incontáveis participações como sidemen em gravações.

 

Moods in Jazz” foi seu primeiro trabalho como chefe de combo. Bob dividiu a linha de frente de um quinteto com o excelente trombonista Herbie Harper. Uma seção rítmica um tanto obscura completava o quinteto: Maury Dell ao piano; Don Prell ao contrabaixo e George Redman à bateria. O repertório é dividido entre três temas de andamento lento, com destaque para Babete, de Mary Dell; e Slow Mood, composição de Eddie Miller. Moer Blues, Sonny Boy e Just George, são temas de andamento altamente suingante, onde se pode perceber o talento incomum do trombonista Herbie Harper.

 

Moods in Jazz” é um dos raros momentos como líder deste mestre do sax barítono, de carreira efêmera porém definitiva na memória dos apreciadores do bom e imorredouro jazz.

 

Bob Gordon (bs); Herbie Harper (tb); Maury Dell (p); Don Prell (b); George Redman (d)
California, december 1953

 

1 – Babette
2 – Moer Blues
3 – Sonny Boy
4 – Slow Mood
5 – Slow
6 – Just George

 

 

HotBeatJazz 10′ Series – Bill Holman – Kenton Presents Jazz 10’LP H6500 (1954)

O saxofonista, compositor e arranjador Bill Holman é um dos mais conceituados e celebrados expoentes do west-coast jazz. Nascido em 21 de maio de 1927, Holman foi contratado como saxofonista por Stan Kenton em 1951, e rápidamente seus talentos de compositor e arranjador foram percebidos pelo maestro. Sua habilidade e capacidade de produzir arranjos recheados de dissonâncias e contrapontos o conduziram ao cargo de principal arranjador da orquestra durante a década de 50. Seu trabalho neste campo atinge o ápice no álbum Contemporary Concepts. Continuou a escrever para a orquestra durante os anos 60 e 70, embora também cuidasse de seu próprio combo. Holman também contribuiu para os books das orquestras de Woody Herman, Doc Severinsen, Buddy Rich, Terry Gibbs, Count Basie, e a Gerry Mulligan’s Concert Jazz Band.

 

Seu primeiro álbum como líder foi produzido dentro da série Kenton Presents Jazz, da gravadora Capitol em 1954. Dois octetos interpretaram as composições e arranjos de Hollman, que também atuou como saxofonista tenor, em três sessões de gravação, acontecidas entre 4 de maio e 2 de agôsto daquele ano. Um música leve, alegre, com arranjos muito bem concebidos, dava a exatada dimensão da sonoridade do jazz produzido na Califórnia dos anos 50. Se o som da west-coast perdia em groove e pulso para o jazz feito na costa leste, sem nenhuma dúvida enriquecia-se com os arranjos sofisticados e complexos idealizados por seus muitos arranjadores, como: Bill, Shorty Rogers, Jack Montrose, André Previn, e um grande número de outros excelentes arranjadores fixados na Califórnia, muito em virtude do imenso campo de trabalho que os estúdios de cinema e televisão proporcionavam.

 

Bill Holman, montou sua própria orquestra em 1975 e escreveu para os mais diversos gêneros musicais durante toda sua longeva carreira. Está hoje com 83 anos de idade e ainda atuante.

 

Bill Holman (ts), Bob Gordon (bs), Herb Geller (as); Don Fagerquist (tp); Stu Williamson, Bob Enevoldsen (tb); Curtis Counce (b); Stan Levey (d).
Recorded May 4, 1954, Hollywood, CA
Recorded May 12, 1954, Hollywood, CA*

 

Bill Holman (ts), Bob Gordon (bs), Herb Geller (as), Stu Williamson, Nick Travis (tp); Stu Williamson, Bob Enevoldsen (tb); Max Bennett (b); Stan Levey (d).
Recorded August 2, 1954, Hollywood, CA**

 

1- On The Town*
2- Locomotion**
3- Jughaid**
4- Back To Minors*
5- Sparkle
6- Tanglefoot
7- Song Without Words
8- Awfully Busy

http://ouo.io/8kaAit

 

HotBeatJazz 10′ Series – King Cole – Lester Young – Red Callender Trio – 10’LP AL 705 (1942)

Após apreciarmos Stan Getz, nada melhor do que ir beber direto à fonte, trazendo o saxofonista tenor Lester Young em uma de suas sessões de maior êxito, tanto do ponto de vista artístico quanto de sucesso junto ao público. Em 1942, a apenas 15 dias do início da greve declarada pelo sindicato dos músicos, suspendendo as gravações em estúdios, Lester Young gravou quatro faixas para a gravadora Aladdin, lançadas em 78 rpm, ao lado do fenomenal pianista Nat King Cole e do explêndido contrabaixista Red Callender.

Cada músico escolheu um tema de sua preferência. Nat King Cole trouxe a imortal Body And Soul, Red Callender escolheu e teve lugar de destaque em Tea For Two. Lester Young fez um registro definitivo de I Can’t Get Started, e os três em conjunto decidiram pela inclusão de Indiana no repertório.

Lester e Nat tinham um entrosamento total, dois superlativos mestres do swing que influenciaram inúmeros músicos no jazz. Perceba em Indiana, a influência de Nat no toque de Oscar Peterson, principalmente na forma de acentuação dos tempos com a mão esquerda. Lester Young realizou na pequena gravadora Aladdin suas mais importantes gravações na carreira, sendo estas faixas exemplo do que de melhor houve no período do swing. Quatro temas gravados por três mestres que entraram para a história do jazz. De 1942 para a eternidade!

PS: Estas faixas foram lançadas em formato CD em: Lester Young – The Complete Aladdin Recordings

Lester Young (ts) Nat King Cole (p) Red Callender (b)
LA July 15, 1942

 

1- Body And Soul
2- Tea For Two
3- I Can’t Get Started
4- Indiana

 

 

HotBeatJazz 10′ Series – Lee Konitz – Stan Getz – The New Sounds 10’LP PRLP 108 (1949-50)

Uma prática corriqueira no início dos anos 50 com a adoção do formato 10 polegadas foi a edição de compilações de gravações realizadas ainda no período dos 78 rotações. Lee Konitz and Stan Getz, da gravadora Prestige, foi uma dessas compilações. Trazendo no lado A quatro temas interpretados pelo quinteto do saxofonista alto Lee Konitz e no lado B quatro outras com o quarteto do saxofonista tenor Stan Getz.

 

Lee Konitz foi um dos mais importantes saxofonistas do final dos anos 40 e início dos 50. Egresso do núcleo de músicos que transitavam em torno do pianista Lennie Tristano, Konitz foi um dos mais atuantes colaboradores do cool-jazz, tendo sido integrante fixo do quinteto de Tristano, membro do noneto de Miles Davis e também como líder de seu próprio combo. Nestas faixas gravadas em abril de 1950, Konitz se apresentava ao lado do pianista Sal Mosca; do guitarrista Billy Bauer, do contrabaixista Arnold Fishkin, ambos também integrantes do quinteto de Tristano, e do baterista Jeff Morton. A música produzida é um dos mais perfeitos exemplos da forma cool de se fazer jazz, um contraponto ao dominante bebop. Konitz realiza uma música quase etérea, sem formas melódicas muito delineadas, onde apenas em algumas partes o ouvinte se depara claramente com a melodia do tema. Enquanto o bebop rompeu com a forma tradicional de acentuação do beat, o cool voltava a trazer uma marcação mais homogênea, porém, com a bateria limitada a produzir uma espécie de textura rítmica. O timbre de Konitz soa frágil, delicado, e a guitarra de Billy Bauer conduz a harmonia com uma perfeita escolha de acordes, sempre muito alterados e dissonantes. O repertório seleionado trazia três originais de Konitz e o standard You Go To My Head, onde somente no primeiro chorus o ouvinte reconhece a melodia do tema. Essas quatro faixas são exemplos maiúsculos de como os instrumentistas egressos da escola de Tristano faziam uma música que beirava o experimentalismo.

 

No lado B, o quarteto de Stan Getz em duas sessões realizadas em junho de 1949 e abril de 1950. Ao lado do mais cool dos saxofonistas tenores da época, o inseparável pianista Al Haig, o contrabaixista Gene Ramey e o baterista Stan Levey, nas faixas de 49; e o pianista Tony Aless, o contrabaixista Percy Heath e o baterista Don Lamond, nas faixas de 50. A música produzida, apesar de nítidamente cool, ainda mantinha uma ligação mais robusta com o swing e o bebop. Sendo Levey um baterista típico do bebop, sua condução fornece uma pulsação mais definida, porém, respeitando os canones do cool-jazz, o mesmo se pode dizer do desempenho de Lamond.

 

New Sounds traz dois dos mais importantes músicos do cool-jazz em gravações definitivas para quem deseja entender o gênero.
Lee Konitz (as) Sal Mosca (p) Billy Bauer (g) Arnold Fishkin (b) Jeff Morton (d)
NYC, April 7, 1950

 

*Stan Getz (ts) Al Haig (p) Gene Ramey (b) Stan Levey (d)
NYC, June 21, 1949

 

**Stan Getz (ts) Tony Aless (p) Percy Heath (b) Don Lamond (d)
NYC, April 14, 1950

 

1- Lee Konitz Quintet – Rebecca
2- Lee Konitz Quintet – You Go To My Head
3- Lee Konitz Quintet – Ice Cream Konitz
4- Lee Konitz Quintet – Palo Alto
5- Stan Getz Quartet – You Stepped Out of a Dream**
6- Stan Getz Quartet – Wrap Your Troubles in Dreams**
7- Stan Getz Quartet – Indian Summer*
8- Stan Getz Quartet – Crazy Chords*
 

HotBeatJazz 10′ Series – Miles Davis – The New Sounds 10’LP PRLP 124 (1951)

Após os anos com Charlie Parker, as experiências com o nometo do Birth of the Cool, a depressão e busca em se livrar da heroína, 1951 via um Miles Davis recomeçando sua vida. Musicalmente estava mais solto, sem a timidez dos tempos de bebop com Bird e menos formalizado como com o noneto. Miles estava trabalhando em clubes com um sexteto formado por jovens do Harlen como: Sonny Rollins, o saxofonista alto Jackie McLean e o pianista Walter Bishop Jr. – Tommy Potter no contrabaixo e Art Blakey na bateria, proviam o sexteto de segurança e groove impecáveis. Foi agendada uma sessão para a Prestige, que aconteceu em 5 de outubro de 1951, em NYC, nos estúdios Apex.

 

Em Conception, tema composto por Miles, ele mostra o músico visionário de sempre. O tema, de harmonia sinuosa, já preconizava o período do modalismo do final da década.

 

My Old Flame é apresentada em quinteto, com Miles mostrando o habitual lirismo nas baladas, Sonny Rollins contribui com uma improvização que deixa clara a influência que ele sofria na época de Lester Young.

 

Dig, é um típico bebop, com Rollins construindo a ponte que liga Lester Young a Dexter Gordon em seu solo. Miles evita o discurso rápido, priorizando a beleza melódica de toda sua improvização. Blakey é uma usina de beats que impulsiona um jovem McLean aterrorizado pelo mau humor do líder. Se sai muito bem para um garoto posto à prova com leões.

 

It’s Only A Paper Moon encerra o álbum com Miles e Rollins produzindo impros inspiradas. Miles suingante e de fraseado de extrema beleza melódica. Rollins, em seu estilo inicial, mostra o quanto bebeu das velhas fontes do instrumento no jazz. Lester, Ben Webster, Chu Berry, Hawkins.

 

Os novos sons de Miles Davis em 1951 tornaram-se clássicos imortais na história do desenvolvimento do jazz.
Miles Davis (tp) Jackie McLean (as) Sonny Rollins (ts) Walter Bishop Jr. (p) Tommy Potter (b) Art Blakey (d)
Apex Studios, NYC, October 5, 1951

 

1- Conception
2- My old flame
3- Dig
4- It’s Only A Paper
 

HotBeatJazz 10′ Series – Shelly Manne & His Men – New Works By Vol 2 10’LP C2511 (1953)

O baterista Shelly Manne nasceu em NYC, em 11 de junho de 1920. Tem seu estilo fortemente calcado no bebop, do qual foi um dos músicos de primeira hora, porém com um sentido de sutileza e organização raramente vista. Seu conhecimento se originou em ouvir muitas orquestras do periodo do swing, no bebop foi um dos artífices do novo vocabulário, e sua vida muda radicalmente a partir do início dos anos 50 quando muda-se para a California. Tocou com a bandas obrigatórias para qualquer músico situado na costa-oeste, Woody Herman e Stan Kenton. Manne foi um dos músicos que levaram a forma bop para a costa oeste americana. Ele e Stan Levey foram os bateristas responsáveis por propagar pela California a nova forma de se fazer jazz nos finais dos anos 40. Foi um dos mais requisitados músicos da região para atuar em jams, estúdios, tv e cinema. Nos anos 50, Manne iniciou o trabalho com seus Shelly Manne And His Men, grupo com o qual se apresentou pela costa oeste e depois todo o mundo. Foi proprietário de um famoso clube de jazz em Los Angeles, o Shelly’s Hole.

 

Este registro fonográfico de 1953, traz o grupo em um proposta musical avançada e corajosa. Executar a música especialmente composta por 6 dos maiores nomes do west-coast jazz: Bill Holman, Jimmy Giufree, Bob Cooper, Jack Montrose, Marty Paich e Shorty Rogers. A proposta musical é inovadora até os dias de hoje. Compor para um grupo de jazz seguindo a rigorosa escrita e vocabulário da música de concerto. O resultado musical aproxima a obra das peças consideradas fundamentais no desenvolvimento de uma corrente no jazz chamada third stream, que teve seu mais conhecido ícone no Modern Jazz Quartet. Ou seja, o que Shelly Manne e seus homens nos propõe é uma viagem ao reino da música abstrata. Muitos afirmaram não se tratar de jazz a música aqui produzida, mas com tantos talentos envolvidos, fica dificil levar a sério esta visão.
Don Fagerquist (tp) Shorty Rogers (flh) Bob Enevoldsen (vtb) Paul Sarmento (tu) Marty Paich (p) Joe Mondragon (b) Shelly Manne (d)
Los Angeles, CA, December 18, 1953

 

Ollie Mitchell (tp) Shorty Rogers (flh) Bob Enevoldsen (vtb) Paul Sarmento (tu) Russ Freeman (p) Joe Mondragon (b) Shelly Manne (d)
*Los Angeles, CA, May 17, 1954

 

1- Divertimento for Brass & Rhythm (B. Cooper)*
2- Alteration (J. Giuffre)
3- Lullaby (B. Holman)*
4- Etude de Concert (J. Montrose)*
5- Dimension in Thirds (M. Paich)
6- Shapes, Motions And Colors (S. Rogers)

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