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HotBeatJazz 10′ Series – Jimmy Raney Quartet – 10’LP NJLP 1101 (1954)

03 jul

De toda a geração pós Charlie Christian, na década de 40 e 50, Jimmy Raney foi o mais espetacular do ponto de vista harmônico. Seu toque valorizava os acordes, com especial atenção aos acordes de passagem, levando as conquistas de Christian para a guitarra moderna um degrau acima. Tendo surgido numa época repleta de grande guitarristas como Barney Kessel, Billy Bauer, Tal Farlow, Sal Salvador, Johnny Smith, Herb Ellis, Irving Ashby, Mundell Lowe e outros, Raney logo se destacou como integrante do quinteto do saxofonista Stan Getz. Sua valorização da harmonia tinha no som cool do sax de Getz um perfeito contraponto que destacava seu estilo peculiar. Ao lado dos pianistas Al Haig e Horace Silver, Raney protagonizou os grandes momentos do quinteto de Getz no início da década de 50.

 

Em 1954, já atuando como líder de um quarteto, Raney gravou 3 composições orginais e um standard, Some Other Spring, para a pequena gravadora New Jazz, que mais tarde teria seu catálogo adquirido por Bob Weinstock, dono da Prestige. O quarteto era formado por Raney, que dobrava 2 vozes na guitarra gravadas em separado; Hal Overton ao piano, Teddy Kotick no contrabaixo e Art Mardigan na bateria.

 

Raney foi um dos mais instigantes guitarristas forjado nos anos de ouro deste instrumento na cena jazzística, trabalhou incansávelmente até 1995, quando faleceu estando ainda em plena forma, aos 68 anos de idade. Deixou um filho, Doug Raney, também excelente guitarrista, que continua o legado do pai, um dos maiores do instrumento de todos os tempos.

 

Hall Overton (p) Jimmy Raney (g) Teddy Kotick (b) Art Mardigan (d)
Rudy Van Gelder Studio, Hackensack, NJ, May 28, 1954

 

1- Minor
2- Some Other Spring
3- Double Image
4- On The Square
 

8 Respostas para “HotBeatJazz 10′ Series – Jimmy Raney Quartet – 10’LP NJLP 1101 (1954)

  1. Anonymous

    3 de julho de 2010 at 8:13 PM

     
  2. CARLOS BRAGA

    3 de julho de 2010 at 11:13 PM

    Oi Mauro,Vamos botar um pouquinho de pimenta nesse vatapá…Concordo com QUASE TUDO que vc escreveu sobre o grande Raney. Minha discordância se prende ao fato de que não o considero o melhor e mais importante harmonizador daquele timaço de craques. (A opinião não é apenas mera questão de gosto e encontra respaldo em análise de gente importante.)Na verdade, quando se compara aqueles guitarristas citados na postagem estamos diante de uma "briga de cachorro grande", pau-a-pau.Na minha opinião, o MUNDELL LOWE me parece mais proficiente no quesito harmonia. Não por acaso, os próprios colegas o consideravam o "músico dos músicos", o guitarrista que os guitarristas gostavam de ouvir.E, na frente do Raney eu ainda colocaria o Billy Bauer.Gostos e opiniões (ainda que discordantes) à parte, o RANEY é mesmo uma legenda e a postagem é formidável, mormente pela raridade.Um abraçãoCB

     
  3. HotBeatJazz

    4 de julho de 2010 at 12:18 AM

    Amigo Braga,vatapá quanto mais pimenta colocarem, melhor fica. Na realidade quando se tenta dar uma hierarquia, em qualquer arte, parte-se para o terreno da subjetividade, e as opiniões e percepções ficam pessoais. Concordo c vc que Lowe e Bauer, foram também incríveis harmonizadores. Eu busquei apoio na minha opinião no Berendt e no André Francis, mas a tua opinião tem, pra mim, igual pêso. A vredade é que foi uma época de muitos super talentos no instrumento, e quase todos são até hoje, referências obrigatórias para qualquer um que queira entender a evolução da linguagem do instrumento.Continue sempre apimentando nosso vatapá, ele fica muito mais gostoso!Grande abraço para vc meu amigo.

     
  4. Érico Cordeiro

    4 de julho de 2010 at 1:27 AM

    Grande Mauro,Que época aquela. E ainda tinha Jim Hall, Kenny Burrell e Joe Pass chegando, Barney Kessel fazendo chover, Herbie Ellis, sempre discreto.Essas músicas foram lançadas no cd "A", sobre o qual postei uma resenha no jazz + bossa (http://ericocordeiro.blogspot.com/2009/06/poucas-vezes-na-historia-do-jazz-capa.html#comments).Um grande virtuose, capaz de fazer mágica com as seis cordas. Maravilha, meu amigo!

     
  5. HotBeatJazz

    4 de julho de 2010 at 3:04 PM

    Mr. Éricoisto mesmo, Bob Weinstock comprou o catálogo da New Jazz e soube fazer bom uso dele. Li e adorei tua resenha, como é costumeiro.Grande abraço meu amigo

     
  6. figbatera

    4 de julho de 2010 at 8:03 PM

    Nessa "briga de cachorro grande" quem bobear sai "mordido"…

     
  7. APÓSTOLO

    7 de julho de 2010 at 1:32 AM

    Estimado MAURO:Como é bom acompanhar opiniões diferentes sobre os "melhores". Todos discutindo "QUALIDADE" ! ! !Mundell Lowe é efetivamente um mestre na harmonia, ainda que os demais citados sejam, indiscutivelmente, "tops" na guitarra.E segue o estojo de pérolas derramando maravilhas.

     
  8. APÓSTOLO

    7 de julho de 2010 at 1:40 AM

    Em tempo e complementando = no mês de maio passado em artigo para o blog do "Hot Club de Piracicaba" (série "Algumas Poucas Linhas sobre a Guitarra e os Guitarristas"), foquei a figura de MUNDELL LOWE, definindo-o como"MUNDELL LOWE é considerado um “chefe-de-escola”. Guitarrista de técnica perfeita, estilo moderno, com improvisações que revelam excepcional “inteligência” melódica, com acentuações do “bebop” (ainda que seja um músico marcadamente “cool”), cuja estética emprega com agilidade e segurança exemplares em audaciosos contrastes rítmicos e harmônicos, plenos de swing. Nas baladas é um guitarrista lírico, sensível, capaz de transmitir todas as nuances da melodia. Em função de décadas e décadas de estrada com músicos do mais alto nível, MUNDELL LOWE adquiriu apurado senso de humor e vasto repertório, que emprega nas contínuas citações de standards, via harmonia”.Para mim, esse é MUNDELL LOWE.

     

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