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A Great Day In Harlem

Da esquerda para a direita e de cima para baixo: 
1 Hilton Jefferson 2 Benny Golson 3 Art Farmer 4 Wilbur Ware 5 Art Blakey 6 Chubby Jackson 7 Johnny Griffin 8 Dickie Wells 9 Buck Clayton 10 Taft Jordan 11 Zutty Singleton 12 Red Allen 13 Tyree Glenn 14 Miff Mole 15 Sonny Greer 16 Jay C. Higginbotham 17 Jimmy Jones 18 Charles Mingus 19 Jo Jones 20 Gene Krupa 21 Max Kaminsky 22 George Wettling 23 Bud Freeman 24 Pee Wee Russell 25 Ernie Wilkins 26Buster Bailey 27 Osie Johnson 28 Gigi Gryce 29 Hank Jones 30 Eddie Lockjaw Davis 31 Horace Silver 32 Luckey Roberts 33 Maxine Sullivan 34 Jimmy Rushing 35 Joe Thomas 36 Scoville Browne 37 Stuff Smith 38 Bill Crump 39 Coleman Hawkins 40 Rudy Powell 41 Oscar Pettiford 42 Sahib Shihab 43 Marian McPartland 44 Sonny Rollins 45 Lawrence Brown 46 Mary Lou Williams 47 Emmett Berry 48 Thelonius Monk 49 Vic Dickenson 50 Milt Hinton 51 Lester Young 52 Rex Stewart 53 J.C. Heard 54 Gerry Mulligan 55 Roy Eldgridge 56 Dizzy Gillespie 57 Count Basie.
 
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Publicado por em 7 de março de 2013 em Uncategorized

 

HotBeatJazz 10′ Series – Frank Foster Quintet – Here Comes BLP 5043 (1954)

Frank Benjamin Foster nasceu em Cincinnati, Ohio, em 23 de setembro de 1928. Após ter se dedicado ao estudo do saxofone e clarinete no High School e na Wilberforce University, mudou-se para Detroit em 1949, onde tocou com Wardell Gray, importante tenorista da banda Count Basie. Convocado para servir ao exército em 1951, permaneceu longe do meio musical até maio de 1953, quando foi desligado da força. Logo após foi contratado por Count Basie, seguindo recomendações com a chancela de nomes importantes como Ernie Wilkins e Billy Eckstine. Frank iniciou seu trabalho com a orquestra em julho de 1953, sua importância para o grupo foi de tal ordem que assumiu a direção musical da banda ainda nos anos cinquenta e sua direção após a morte de Basie nos anos oitenta. O jovem Frank assumiu, com dignidade e competência, a tradição da estante de sax tenor de uma orquestra que já havia contado com Lester Young, Herschell Evans e Don Byas.

 

O som de Frank Foster traz em seu corpo a energia e vigor da escola de Coleman Hawkins e o lirismo e modernidade da de Lester Young. Frank foi um dos mais completos saxofonistas do jazz, não obtendo entre o público em geral o valôr e reconhecimento. Ele foi uma referência no som de importantes tenoristas do jazz moderno, tais como Benny Golson e John Coltrane. Possui também um enorme talento para a confecção de modernos arranjos e originais composições.

 

Frank Foster gravou sua primeira sessão como líder para a Blue Note em maio de 1954, a frente de um quinteto integrado pelo excelente trombonista Bennie Powell, o pianista Gildo Mahones, e soberba seção rítmica com o contrabaixista Percy Heath e o baterista Kenny Clarke. Cinco entre as seis composições do álbum atestam a capacidade especial de Foster como compositor. Little Red é um tema de altíssimo suingue, com solos de Foster, Powell, Mahones e Clarke. How I Spent The Night é uma balada de melodia impecável, uma amostra inconteste da superior capacidade do líder como compositor. Blues For Benny tem no drive imposto por Kenny Clarke uma atração à parte. O standard Out Of Nowhere mostra o baladista de frases inteligentes e originais que é Frank Foster. Gracias é uma rumba de melodia muito atraente, com um trabalho consistente de todo o quinteto. The Heat’s On é um blues em dó com andamento médio, uma composição típica para um músico com tão longa associação com a orquestra de Basie.

 

Frank Foster sofreu um derrame cerebral que comprometeu os movimentos de seu lado esquerdo, encerrando a carreira musical de um dos mais especiais tenoristas do jazz.

 

Benny Powell (tb) Frank Foster (ts) Gildo Mahones (p) Percy Heath (b) Kenny Clarke (d)
Rudy Van Gelder Studio, Hackensack, NJ, May 5, 1954

 

1- Little Red
2- How I Spent The Night
3- Blues for Benny
4- Out Of Nowhere
5- Gracias
6- The Heat’s On
 

HotBeatJazz 10′ Series – Max Roach and Clifford Brown – In Concert GNP 7 (1954)

Em agôsto de 1954, Max Roach e Clifford Brown haviam chegado a formação ideal do quinteto que co-liderariam pelos próximos dois anos, até a trágica morte do trompetista e do pianista Richie Powell em um acidente. Com a chegada de Richie e do baixista George Morrow, de NYC, e a inclusão definitiva do saxofonista tenor Harold Land, o quinteto estava pronto para iniciar as gravações para o sêlo Emarcy, ocorridas nos dias 2,3,5 e 6 daquele mês. No dia 11, Roach e Brown gravariam uma data em um hepteto formado por músicos da California e do pianista Kenny Drew. No dia 13, Brown terminaria de gravar as faixas finais de seu álbum com ensemble, já postado no blog, e no dia 14 ambos atuariam como sidemen para antológicas faixas da cantora Dinah Washngton. Em 30 de agôsto o quinteto estava de volta ao California Club para mais uma apresentação que seria gravada pelo produtor Gene Norman.

 

Quatro faixas foram lançadas na série Gene Norman Presentes, dois originais jazzísticos: Jordu, do pianista Duke Jordan, e Parisian Thoroughfare, do também pianista Bud Powell, a referência do piano bop e irmão mais velho do pianista do quinteto, Richie Powell. Dois standards completariam o repertório: I Can’t Get Started e I Get A Kick Out Of You. O grupo é apresentado como Max Roach All Stars com Clifford Brown e atacam numa esplêndida leitura de Jordu. Brownie esbanja sua técnica virtuosística ao trompete, com emissão perfeita e construção de idéias musicais impecáveis para um, ainda, jovem músico. Harold Land mostra em seu solo sua profunda devoção ao estilo fluido de Lester Young. Land foi musicalmente um gêmeo do grande tenorista Hank Mobley. Richie Powell tem um estilo mais contido que seu famoso irmão Bud, porém com um riqueza harmônica de absoluto brilho. Max é puro drive e energia, o Papa da bateria bop. I Can’t Get Started é toda de Clifford Brown, que a apresenta em uma leitura eivada de lirismo e beleza. Brownie estava alguns degraus acima dos trompetistas de sua geração, e não à toa, se tornou a referência no instrumento para um sem número de trompetistas dos anos 50. I Get A Kick Out Of You e Parisian Thoroughfare, trazem o quinteto, novamente, em arranjos que se tornariam antológicos no jazz.

 

Cliffor Brown foi o centro, a estrêla luminar, deste quinteto que entrou definitivamente para a história do jazz como um dos mais perfeitos jazz-combos.

 

 

Clifford Brown (tp) Harold Land (ts) Richie Powell (p) George Morrow (b) Max Roach (d) Gene Norman (ann)
“California Club”, Los Angeles, CA, August 30, 1954

 

1- Jordu
2- I Can’t Get Started
3- I Get a Kick Out of You
4- Parisian Throughfare

 

Hot Beat Jazz

 

HotBeatJazz 10′ Series – Jazz Workshop Volume One – Tombone Rapport DLP5 (1953)

No verão de 1953 uma Jazz Workshop foi organizada pelo Putnam Central Club, no Brooklin, e pelo contrabaixista Charles Mingus. O objetivo era viabilizar o encontro de vários músicos para tocarem suas composições e também obras de novos compositores. Entre os músicos que participaram estavam Max Roach, Thelonious Monk, Art Blakey, Horace Silver e muitos outros. Uma das sessões foi gravada pela Debut Records, de propriedade de Mingus, e neste 10 polegadas podemos ouvir parte do material produzido da reunião de quatro tormbonistas top do jazz: J. J. Johnson, Kai Winding, Benny Green e Willie Dennis, com o suporte da seção rítmica formada pelo pianista John Lewis, o contrabaixista Charles Mingus e o baterista Art Taylor. Este primeiro volume foi centrado na jam acontecida nesta apresentação e se propõe a mostrar o clima de relaxamento entre os músicos nestas reuniões.

 

O álbum abre com a composição de Denzil Best, Move, apresentada em up-tempo. O primeiro a solar é J. J. Johnson, em uma impro melódica e estimulante. Benny Green executa dois choruses repletos de energia antes das participações de Winding e Willie Dennis. Os quatro executam o tema em unísono antes do encerramento. A balada Stardust é veículo para uma lírica interpretação de Benny Green, em uma das mais belas leituras deste clássico realizada ao trombone. Yesterdays, de Jerome Kern, tem a mesma ordem dos solos de Move, com J. J. Johnson interrompendo o início e pedindo um andamento mais acelerado. John Lewis executa um belo solo e mostra seu sempre competente estilo no acompanhamento dos solistas.

 

Trombone Rapport, é uma das mais importantes reuniões de trombonistas do jazz moderno, tendo sido relançado diversas vezes em formato LP 12′ e também em CD.

 

Willie Dennis, Bennie Green, J. J. Johnson, Kai Winding (tb); John Lewis (p); Charles Mingus (b); Art Taylor (d)
“Putnam Central Club”, Brooklyn, NY, September 18, 1953

 

1- Move
2- Stardust
3- Yesterdays

http://ouo.io/NTL6M

 

HotBeatJazz 10′ Series – Clifford Brown and Max Roach – 10′ LP MG 26043 (1954)

Após as apresentações no “California Club” em abril de 1954, Max Roach e Clifford Brown permaneceram na costa oeste e partiram para a organização de um quinteto com integrantes permanentes. Logo depois da gravação do álbum Clifford Brown Ensemble para a Pacific Jazz (já postado no blog), em julho, dois músicos vieram de NYC para juntarem-se definitivamente ao quinteto: O pianista Richie Powell, irmão mais novo do famoso Bud Powell, e o contrabaixista George Morrow. Para o saxofone optaram pelo talentoso Harold Land, músico de grande prestígio no cenário da costa oeste, com um fraseado e sonoridade da escola de Lester Young.

 

Nos dias 2,3 e 6 de agosto, o quinteto estava nos estúdios da Capital, em Los Angeles, gravando faixas que ficariam para sempre fazendo parte da história do jazz, como: Joy Spring e Daahoud, composições originais de Brownie; Jordu, tema do antigo parceiro de Max Roach no quintteo de Parker, o pianista Duke Jordan. A belíssima e alucinante Parisian Thoroughfare, composição de Bud Powell e o standard Delilah, composição de Victor Young.

 

O quinteto, de uma unidade e entrosamento fora do comum, tornou-se uma referência no período de transição do bebop para o hardbop. O trompete de Clifford nunca soou tão brilhante e especial como nestas gravações, revelando um jovem músico já dotado das qualidades que somente os gigantes do jazz apresentavam. Tudo foi rápido e efêmero para Clifford Brown, assim como sua vida, tragada de forma prematura dois anos depois destas gavações em um acidente automobilístico, que também ceifou a promissora carreira do pianista Richie Powell e de sua espôsa. Restou-nos as maravilhosas gravações deste especial quinteto.

 

Clifford Brown (tp) Harold Land (ts) Richie Powell (p) George Morrow (b) Max Roach (d) Capitol Studios, Melrose Avenue, Los Angeles, CA, August 2, 3, 6, 1954

 

1- Delilah
2- Parisian Thoroughfare
3- Daahoud
4- Joy Spring
5- Jordu

http://ouo.io/JgtWW

 

HotBeatJazz 10′ Series – Max Roach and Clifford Brown – In Concert 10’LP GNP 5 (1954)

O quinteto Max Roach – Clifford Brown iniciou as atividades em 1954 na Califórnia. Max já era um precoce veterano, reconhecido como um dos mais importantes desenvolvedores da linguagem da bateria no bebop. Clifford estava apenas iniciando seu segundo ano de atividades constantes em estúdios e apresentações. Em 52 ele havia feito sua estréia em estúdios participando do grupo do percussionista e vocalista jamaicano Chris Powell, como integrante dos “The Five Blue Flames“. Em 53 Clifford esteve na mira das atenções de músicos e público participando de diversas associações: um fabuloso álbum co-liderando um quinteto com Lou Donaldson, como membro do tenteto de Tadd Dameron, gravações para a Blue Note como integrante do sexteto de J. J. Johnson, e uma associação com o saxofonista Gigi Gryce que o levaria a vários trabalhos culminando com o convite para integrar o fabuloso naipe da orquestra de Lionel Hampton em uma excursão a Europa no segundo semestre.

 

1954 começa não menos agitado, com Brownie atuando no quinteto de Art Blakey em apresentações no Birdland em fevereiro, momento esse imortalizado em gravação ao vivo da Blue Note do grupo que seria o embrião dos futuros Jazz Messengers. Em abril recebe o convite de Max Roach para co-liderar um quinteto e vão para a Califórnia, atuar em clubes de jazz e nos estúdios da Capitol. Brownie faria também uma sessão para a Pacif Jazz, gravadora local que produziu alguns dos melhores discos do west-coast jazz. Em abril daquele ano o quinteto Roach-Brown ainda não estava com seus integrantes definidos, fato que somente ocorreria em agosto. para as primeiras apresentações eles recrutaram alguns músicos locais como o pianista Carl Perkins, o contrabaixista George Bledsoe e o fantástico saxofonista tenor Teddy Edwards.

 

A apresentação no “California Club” em Los Angeles foi gravada e lançada em 10 polegadas pelo produtor Gene Norman na série Gene Norman Presents. Apenas quatro temas, divididos em performances em quarteto e quinteto perfaziam o álbum. Em Tenderly e Clifford’s Axe o destaque é todo de Clifford, que apresenta sua habitual e fantástica técnica ao trompete, que o levaria a ser comparado a Dizzy Gillespie. Clifford Brown não é somente um virtuose técnico, é um verdadeiro poeta na criação de belas frases musicais, sempre com uma arquitetura de idéias tremendamente criativa. Em All God’s Chillun Got Rhythm e em Sunset Eyes, o talentoso saxofonista tenor Teddy Edwards divide os holofotes com Brownie.

 

Conheçam este primeiro registro de um dos mais importantes combos da história do jazz. Com vocês, o Max Roach – Clifford Brown Quintet!

 

Clifford Brown (tp) Teddy Edwards (ts -1,3) Carl Perkins (p) George Bledsoe (b) Max Roach (d) Gene Norman (ann)
“California Club”, Los Angeles, CA, April, 1954

 

1- All God’s Chillun Got Rhythm
2- Tenderly
3- Sunset Eyes
4- Clifford’s Axe

http://ouo.io/kkS56

 

HotBeatJazz 10′ Series – Max Roach Quartet featuring Hank Mobley – DLP13 (1953)

O baterista Max Roach foi músico de importancia superlativa no desenvolvimento do bebop na segunda metade da década de 40. Como integrante do quinteto regular de Charlie Parker, Roach desenvolveu a linguagem da bateria moderna ao lado de Kenny Clarke e Art Blakey. Somente em abril de 1953 Max Roach gravaria suas primeiras sessões como líder para a gravadora Debut, de propriedade de seu amigo Charles Mingus. As sessões realizadas em 10 e 21 de abril daquele ano marcariam também a estréia do saxofonista Hank Mobley em gravações de caráter estritamente jazzístico, uma vez que ele somente havia participado de duas sessões quando integrante da banda de blues de Paul Gayten.

 

A sessão de 21 de abril foi realizada por uma formação de quarteto, com Max Roach acompanhado por Mobley, pelo pianista Walter Davis Jr. – o qual também fazia sua estréia em estúdios nestas datas, e pelo contrabaixista Franklin Skeete. Dos seis temas lançados no 10 polegadas, dois são originais de Roach: Cou-Manchi-Cou e o solo de bateria Drum Conversation. Mobley já mostrava seu imenso talento como compositor no suingante hardbop Kismet. Chi-Chi, de Charlie Parker, é executada em um andamento mais relax e bluesy. Os standards Just One Of Those Things, de Cole Porter e a belíssima balada I’m A Fool To Want You, de Frank Sinatra, são veículos para o talento de Mobley e Roach na sintaxe bop da primeira e no lirismo melódico da última.

 

Um ano após esta sessão, Max Roach uniria forças com o trompetista Clifford Brown em um quinteto que faria parte da história do desenvolvimento do jazz, formando um dos mais importantes combos do hardbop.

 

Hank Mobley (ts) Walter Davis Jr. (p) Franklin Skeete (b) Max Roach (d)
NYC, April 21, 1953

 

1- Cou-Manchi-Cou
2- Just One Of Those Things
3- Drum Conversation
4- Chi-Chi
5- Kismet
6- I´m A Fool To Want You

http://ouo.io/Xi5Ck