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Marcus Roberts – The Truth Is Spoken Here (1988)

Marcus Roberts nasceu em Jacksonville, Florida, em 7 de agôsto de 1963, e já aos cinco anos de idade se interessava pelo piano. Cego desde tenra idade, estudou na Florida School for the Deaf and the Blind, local por onde também passou o gênio Ray Charles, e mais tarde, graduou-se na Florida State University. Ganhou proeminência a partir de 1985, quando passou a trabalhar com o trompetista Wynton Marsalis. “The Truth Is Spoken Here” é seu primeiro álbum como líder e foi gravado em 1988, sob a indicação de Wynton e com produção de Delfeayo Marsalis. Marcus compôs cinco originais dos oito temas gravados na sessão, que contou com a participação de Wynton ao trompete, Reginald Veal no contrabaixo e Elvin Jones na bateria. O saxofonista Charlie Rouse atua em três temas: “Country By Choice”, “In A Mellowtone” e “Nothin’ But The Blues”, sendo esta sua última sessão de gravação, ele viria a falecer cinco meses após. Outro convidado é o partner de Marcus no combo de Wynton, o saxofonista Todd Williams, presente em “Maurella” e na faixa título. Em “Blue Monk” o pianista faz uma interpretação solo, onde mostra a forte influência de Thelonious Monk e dos estilistas do piano-stride como James P. Johnson, Willie “The Lion” Smith e Jelly Roll Morton. “Single Petal of a Rose”, de Duke Ellington, é outro tema realizado em piano solo, em uma pungente leitura desta bela composição. “The Truth Is Spoken Here” é um magnífico início de uma carreira discográfica que já chega a 20 álbums, de um músico, que apesar das limitações físicas impostas pela vida, soube como ninguém, olhar para a tradição do jazz e projetar uma música voltada para o futuro.
Marcus Roberts (p); Wynton Marsalis (tp); Reginald Veal (b); Elvin Jones (b); Charlie Rouse (ts)*; Todd Williams (ts)°
Recorded at RCA Studios, NYC, 26-27, July, 1988
1- The Arrival (M. Roberts)
2- Blue Monk (T. Monk)
3- Maurella (M. Roberts)°
4- Single Petal Of A Rose (D. Ellington – B. Strayhorn)
5- Conutry By Choice (M. Roberts)*
6- The Truth Is Spoken Here (M. Roberts)°
7- In A Mellow Tone (D. Ellington)*
8- Nothin’ But The Blues (M. Roberts)*
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Charlie Rouse Band – Cinnamon Flower (1977)

“Cinnamon Flower” é uma declaração de amor a música brasileira feita pelo saxofonista Charlie Rouse, o fiel escudeiro de Thelonious Monk durante os anos 60 no célebre e influente quarteto do pianista. Apreciador da música de Pindorama desde o início da década de 60, mais precisamente 1961, quando repercutiu em NYC a bossa-nova, atravéz de músicos que estiveram no Rio e em São Paulo tocando no American Jazz Festival, promovido pelo departamento de estado americano. Neste álbum, ainda da era do vinyl, gravado em 1977, Rouse traz a nata dos músicos brasileiros que na época estavam fixados na área de NYC: O antológico pianista Dom Salvador, atuando como diretor musical do grupo; o trompetista Cláudio Roditi e o baterista Portinho. O restante do grupo é formado por craques do jazz e do latin-jazz como Ron Carter, Albert Dailey, Wayman Reid, Ted Dunbar e Carlos Martinez. Nos arranjos sente-se a mão de mestre de Dom Salvador, com tintas que nos arremetem a Banda Abolição e a sucessora Black Rio.
Um álbum clássico da bela simbiose entre jazz e música brasileira.
Charlie Rouse (ts), Dom Salvador (p), Albert Dailey (el-p), Richard Powell (syn), Ron Carter (b), Wilbur Bascomb, Jr. (el-b), Wayman Reid, Claudio Roditi (tp), Lou Orensteen (fl), George Davis, Ted Dunbar (g), Amauri Tristao (acG/per), Ulysses Kirksey, Jesse Levy (cel), Bernard “Pretty” Purdie (d), Portinho, Steve Thornton (per, d), Carlos Martinez (cga)

http://ouo.io/03IjtZ

 

Art Taylor – Taylor’s Wailers (1957)

Art Taylor foi um dos principais bateristas do hardbop ao lado de Art Blakey e Louis Hayes. Em Taylor’s Wailers um sexteto com expoentes do gênero interpretam temas originais, duas pérolas da pena de Thelonious Monk – Off Minors e Well You Needn’t – e uma de Jimmy Heath – C.T.A. que é apresentada por um quarteto com a presença de John Coltrane. O álbum é um dos pontos altos das sessões organizadas pela Prestige em 1957, um ano especialmente prolífico em grandes gravações.
Donald Byrd – (trumpet); *John Coltrane – (tenor sax); Jackie McLean – (alto sax); Charlie Rouse – (tenor sax); Ray Bryant – (piano); *Red Garland – (piano); Wendell Marshall – (bass); *Paul Chambers – (bass); Art Taylor – (drums)
Recorded by Rudy Van Gelder at the Van Gelder Studio, Hackensack, New Jersey, February 25 and March 22, 1957
1. Batland
2. C.T.A. *
3. Exhibit A
4. Cubano Chant
5. Off Minor
6. Well, You Needn’t
 

Sphere – Four For All (1987)

Sphere foi um grupo montado pelo pianista Kenny Barron e o saxofonista Charlie Rouse na primeira metade da década de oitenta com o intuito de manter viva a obra do genial Thelonious Sphere Monk. Ninguém seria mais indicado para esse objetivo do que Charlie Rouse, intregrante do celebrado quarteto de Monk nos anos sessenta. Completam o Sphere o baixista Buster Williams e o baterista Ben Riley, este último também integrante do quarteto de Monk. Four For All foi lançado em 1987 e traz uma composição de Monk, “San Francisco Holiday (Worry Later)”; duas de Barron – a brasileiríssima “Baiana” e a instigante “Lunacy” ; “Bittersweet”, de Charlie Rouse; “Air Dance” e “Lupe” de Buster Williams. “Melancholia” de Duke Ellington e “This Time the Dreams On Me” de Harold Harlen e Johnny Mercer completam o álbum. Four For All é um dos mais brilhantes álbuns de uma década em que o jazz acústico voltou a ocupar seu lugar de destaque.
Charlie Rouse (ts); Kenny Barron (p); Buster Williams (b); Ben Riley (d)
at Rudy Van Gelder Studios, 2/03/87
1- Baiana
2- Bittersweet
3- Lunacy
4- Air Dance
5- San Francisco Holiday (Worry Later)
6- Lupe
7- This Time The Dream’s On Me
8- Melancholia
 
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Publicado por em 28 de janeiro de 2009 em ben riley, buster williams, charlie rouse, kenny barron, sphere