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Hank Mobley Quintet – The Jazz Message of Hank Mobley Vol. 2 (1956) (Re-up)

Quando Hank Mobley gravou estas sessões para a Savoy, em 1956, ele ainda fazia parte dos Jazz Messengers, e somente 3 dias após a primeira data destas duas sessões ele participaria de sua derradeira colaboração com o combo que passaria a ser liderado pelo baterista Art Blakey. Viria então uma verdadeira avalanche de gravações para Savoy, e posteriormente a Blue Note, com as quais Mobley se notabilizaria como um dos mais produtivos músicos do período. Sua imensa capacidade de compor temas encheria dezenas de lp’s nos próximos dez anos, até que sua abalada saúde o fizesse diminuir o ritmo de gravações.
Este clássico do hardbop traz Mobley ao lado de músicos vitais para o estilo, em duas formações distintas de quinteto. A segunda data, de novembro de 56, contava com Lee Morgan – então um prodígio de apenas 18 anos, o pianista Hank Jones e o baterista Art Taylor. O contrabaixista Doug Watkins é o único músico presente nas duas datas que formam o álbum. Mesmo que Lee Morgan estivesse nesta época ainda se desenvolvendo como instrumentista, sua postura, excecução e recursos de imaginação, eram já ferramentas dignas de um mestre. O trompetista Donald Byrd, o pianista Barry Harris, e o veterano baterista Kenny Clarke, seriam os parceiros para a gravação realizada em julho. A influência em Mobley dos saxofonistas da era do swing, desde Lester Young até Illinois Jacquet, pode ser claramente percebida nestas faixas. O respeito e entendimento de Mobley para com a era pre-bebop capacitaram-no perfeitamente para o desenvolvimento do estilo de jazz predominante que sucedeu o bebop.
Ao lado de 3 composições originais de Mobley, o repertório traz ainda 1 blues de autoria de Thad Jones e um típico tema hardbop do contrabaixista Doug Watkins. Ao todo, são 32 minutos de jazz proporcionados por músicos de primeira linha no estilo.
Donald Byrd (tp) Hank Mobley (ts) Barry Harris (p) Doug Watkins (b) Kenny Clarke (d) Rudy Van Gelder Studio, Hackensack, NJ, July 23, 1956

 

*Lee Morgan (tp) Hank Mobley (ts) Hank Jones (p) Doug Watkins (b) Art Taylor (d) Rudy Van Gelder Studio, Hackensack, NJ, November 7, 1956
1. Thad’s Blues (T. Jones)*
2. Doug’s Minor B’ Ok” (D. Watkins)*
3. B. For B.B. (H. Mobley)
4. Blues Number Two (H. Mobley)
5. Space Flight (H. Mobley)

 

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Louis Smith Quintet – Here Comes Louis Smith (1957)

Edward Louis Smith nasceu em 20 de maio de 1931 em Memphis, Tennessee. Aos 13 anos se encontrou com o trompete em uma banda enquanto cursava a High School. Em 48 recebe uma bolsa para cursar a Tennessee State University, onde graduaria em musica. Iniciando sua pós-graduação, transfere-se para a University of Michigan, onde, segundo ele, começa a ter seus mais memoraveis momentos como músico de jazz acompanhando visitantes como: Dizzy Gillespie, Miles Davis, Thad Jones e Billy Mitchell. Convocado para o serviço militar em 1954, encontra-se neste contexto com seu conterrâneo, Phineas Newborn. Dispensado no final de 55, começa a lecionar na Booker T. Washington High School, em Atlanta, Georgia. Declara o próprio Louis Smith: “Meu caminho no idioma jazz é grandemente influenciado por minha ardente admiração pelos saudosos Fats Navarro, Clifford Brown e Charlie Parker. Recentemente tenho tocado com Cannonball Adderley, Percy Heath, Philly Joe Jones, Lou Donaldson, Donald Byrd, Kenny Dorham e Zoot Sims”. “Here Comes Louis Smith” é sua a primeira sessão como líder e está muito bem acompanhado para tal: Cannonball Adderley no sax alto, usando o pseudônimo de Buckshot LaFunke; os pianistas Tommy Flanagan e Duke Jordan se revezando, o contrabaixista Doug Watkins, e o mestre Art Taylor na bateria. Louis havia feito sua estréia em gravações apenas 1 ano antes, em 1956, acompanhando o guitarrista Kenny Burrell, no álbum Kenny Burrell’s Swingin’. Em 57, o produtor Tom Wilson, de Boston, gravaria o master deste álbum, que se chamaria “Transition”, mas não o lançaria comercialmente, vendendo-o a Alfred Lion, da Blue Note, em 1958. Rapidamente Lion assinaria um contrato de exclusividade com Louis e ainda o escalaria para participar de duas sessões na gravadora, de onde sairiam os álbuns “Kenny Burrell’s Blue Lights” e “Booker Little 4 “. Em 58 ainda substituiria brevemente Art Farmer no quinteto de Horace Silver, com quem participaria da gravação ao vivo no Newport Festival. “Here Comes Louis Smith” incia com um bop meio-ligeiro em tonalidade menor, uma homengaem de Louis a seu ídolo e amigo Clifford Brown, “Tribute To Brownie”. O tema é apresentado por um adlib de 30 compassos entre o trompetista e o baterista Art Taylor. Solos inspirados se seguem pelo parkeriano Cannonball, Duke Jordan com sua escola a la Bud Powell, e o inspirado trompetista iniciante se ombreando a seu ídolo e homenageado. Percebam o quanto são especiais o fraseado e o timbre deste trompetista no blues menor “Brill’s Blues”. Cannonball está em seu elemento natural, ele que foi um dos maiores intérpretes de blues surgidos na cena jazzística. “Ande” é uma paráfrase bop de “Indiana”, Louis mostra um domínio técnico só encontrado nos grande mestres, fraseado rápido, inteligente, e perfeito domínio da emissão. O Cannonball desta fase era um músico que supria com grande competência a enorme lacuna deixada pela morte de Charlie Parker. Bop, blues e uma balada são a tríade perfeita pra se testar as capacidades técnicas e expressivas de qualquer músico de jazz. “Stardust” tira qualquer dúvida que porventura ainda permaneça no ouvinte. A leitura de Louis Smith é límpida, emotiva e nada clichê. “South Side” é mais um bop perfeito para as inflexões de Louis e Cannonball, o competente e seguro piano de Jordan é uma constante em toda as faixas que participa. “Val’s Blues” encerra o álbum com o fogo que permeia a todas as faixas, provida em grande parte pelo intenso drumming de Art Taylor. Louis Smith gravou muito pouco em toda sua carreira, dedicou-se intensamente ao ofício de lecionar. Em 2005 sofreu um AVC do qual vem se recuperando com muita dificuldade para recobrar os movimentos e, até mesmo, a capacidade de falar. Esta gravação, sábiamente comprada por Alfred Lion no longíquo 1957, permanece como um dos maiores testemunhos da imensa criatividade e talento deste magnífico músico.
Louis Smith (tp) Cannonball Adderley (as) Duke Jordan (p) Doug Watkins (b) Art Taylor (d)
NYC, February 4, 7
*Louis Smith (tp) Cannonball Adderley (as) Tommy Flanagan (p) Doug Watkins (b) Art Taylor (d)
NYC, February 9, 7
1- Tribute to Brownie (D. Pearson)
2- Brill’s Blues (L. Smith)
3- Ande (L. Smith)*
4- Stardust (H. Carmichael)*
5- South Side (L. Smith)
6- Val’s Blues (L. Smith)*
 

Horace Silver And The Jazz Messengers (1954-55)

Como dito no post do quarteto de Hank Mobley, ao final de 1954 o pianista Horace Silver era contratado para se apresentar regularmente no club Minton’s Playhouse, berço do bebop nos anos quarenta, na 52nd street, NYC. Tendo iniciado sua carreira discográfica no combo de Stan Getz em dezembro de 1950 e permanecido acompanhando “The Sound” por todo o ano seguinte, em 1952 Horace iniciou sua longa associação com a Blue Note no quarteto do saxofonista Lou Donaldson. No mes de outubro do mesmo ano, o jovem de apenas 24 anos, já produzia 2 sessões de gravação como líder de um trio que contava com o experiente baterista Art Blakey. Em janeiro de 53 se apresenta com o quinteto de Lester Young no Birdland, grava com o grupo de Sonny Stitt em março, participa do sexteto de Howard McGhee em uma nova gravação para a Blue Note em maio, grava com o quinteto de Al Cohn para a Savoy em junho, volta a se apresentar com “Pres” no Birdland em julho, e termina o ano com mais uma gravação em trio com Art Blakey em novembro. O jovem inicia 1954 com seu nome já consolidado na competitiva cena musical de NYC. Uma gravação para a Prestige com o quinteto do trompetista Art Farmer em janeiro antecede a histórica gravaçaõ com o quinteto de Art Blakey no Birdland em fevereiro, ao lado de Clifford Brown, Lou Donaldson e Curley Russell. Em março, é o escolhido para duas sessões da Blue Note integrando o quarteto de Miles Davis, que deram origem ao álbum “Blue Haze”. Mais uma gravação com Art Blakey para a EmArcy no final de março, e em abril duas novas datas agora com o quinteto e sexteto de Miles Davis, que deram origem ao clássico álbum da Prestige, “Walkin'”. Em 30 de abril, para a Savoy, participa do quinteto de Phil Urso-Bob Brookmeyer, em maio é a vez do quinteto de Art Farmer-Gigi Gryce para a Prestige, Clark Terry o convoca em junho, ainda no mesmo mes Art Farmer o reconvoca, e Milt Jackson também. Antes que junho termine, Miles Davis torna a usar de seus serviços na gravação para a Prestige do também clássico “Miles Davis And The Modern Jazz Giants”. Depois desta maratona vem a gig acima mencionada no Minton’s, até que em 14 de novembro, a Blue Note o convoca para que organize um quinteto e grave a primeira, de duas sessões, que formariam seu primeiro álbum como líder de um combo, os Jazz Messengers, que faria história pelos próximos 45 anos, sob a liderança de Art Blakey. O nome, tirado de uma antiga banda liderada por Art em finais da década de 40, tinha agora a conotação de uma cooperativa musical levada a cabo por Silver, Blakey, o experiente trompetista Kenny Dorham, o contrabaixista Doug Watkins, parceiro de Silver no quarteto do Minton’s, assim como o jovem saxofonista Hank Mobley. Silver protagoniza a função de diretor musical do grupo, compondo 7dos 8 temas gravados nas duas datas q formaram o repertório do álbum, a exceção é “Hankerin'”, de Mobley. Do disco fazem parte duas composições que virariam verdadeiros cavalos de batalha durante toda a carreira de Silver: “Doodlin'” e “The Preacher”. O desempenho de músicos deste porte dispensa comentários, a qualidade das composições, ídem. São peças clássicas no repertório do jazz moderno e o engatinhar de um novo estilo que dominaria o restante da década de 50 e boa parte da seguinte. Horace completou no último 2 de setembro, 81 anos de idade, e está ativo e muito bem, obrigado!
Kenny Dorham (tp) Hank Mobley (ts) Horace Silver (p) Doug Watkins (b) Art Blakey (d)
Rudy Van Gelder Studio, Hackensack, NJ, November 13, 1954
*Rudy Van Gelder Studio, Hackensack, NJ, February 6, 1955
1- Room 608 (H. Silver)
2- Creepin’ In (H. Silver)
3- Stop Time (H. Silver)
4- To Whom It May Concern (H. Silver)*
5- Hippy (H. Silver)*
6- The Preacher (H. Silver)*
7- Hankerin’ (H. Mobley)*
8- Doodlin’ (H. Silver)
 
 

Hank Mobley Quartet (1955)

Este álbum foi um ponto de partida, é aqui que começa a carreira discográfica de Hank Mobley como líder. Neste março de 1955 o saxofonista contava com 24 anos de idade e já a 5 chamava atenção sobre si, com seu timbre redondo, cheio, e sua habilidade, incomum, de produzir belos e instigantes temas. Muito já havia percorrido desde o nascimento em 7 de julho de 1930, na cidade de Eastman na Georgia. Era filho, neto e sobrinho de músicos, todos atuantes na igreja protestante, sua avó era a organista, sua mãe pianista, e foi no piano que o menino se iniciou no mundo da música. Foi seduzido pelo saxofone já tarde, aos 16 anos, de forma auto-didata, e é incrível pensar que somente 4 anos após, o menino já tinha lugar numa das melhores banda de blues do pedaço, a Paul Gayten’s Blues Band, recomendado por ninguém menos do que Clifford Brown. Lá ele dividia espaço com nomes do porte de Cecil Payne e os futuros Ellingtonianos Clark Terry, Aaron Bell e Sam Woodyard. Segundo declarou o próprio Gayten, “Hank era uma beleza, tocava sax barítono, tenor e alto, e produzia muitos arranjos. Ele dava conta do recado e eu podia deixar as coisas com ele”. Por duas semanas, em 1953, substituiu Jimmy Hamilton na orchestra de Ellington mesmo sem tocar clarinete, ele transpunha as partes para o sax tenor. Ainda em 53 Max Roach o levou para a California junto com Clifford Brown, mas as coisas não deram muito certo por lá, teria sido o embrião do quinteto Roach-Brown. De volta a NYC trabalhou em clubs tocando ao lado de Miles Davis, Tadd Dameron, Milt Jackson e J. J. Johnson, até que em 54 foi convidado por Dizzy Gillespie para integrar seu combo. Em setembro daquele ano deixa Gillespie e passa a fazer parte do quarteto de Horace Silver, locado regularmente no famoso berço bop, o Minton’s Playhouse. É aí, exatamente aí, que Mobley começa a fazer história no jazz. Foi trabalhando com Silver que ele pode fazer parte do que viria a ser os Jazz Messengers, combo famoso pela liderança de Blakey, mas que na verdade começou como uma cooperativa entre 5 músicos: Horace Silver, Art Blakey, Kenny Dorham, Doug Watkins e nosso garoto Mobley. Gravou em 54 e 55 o álbum Horace Silver Jazz Messengers, e logo depois veio o contrato com o selo da notinha azul, uma longa associação, que perdurou até 1970. Este quarteto, não por acaso, nada mais é do que os Messengers à exceção de Kenny Dorham, que não participa da sessão. O repertório original de 6 temas, foi todo composto pelo jovem Mobley, exceto “Love For Sale”, de Cole Porter. Não discorrerei sobre a música gravada, ela fala por si mesmo. Não vou chamar a atenção sobre a qualidade das composições, ela é evidente. Não repetirei ad nauseum o belo timbre do saxofone nem a lógica e poesia da construção das frases musicais, são óbvias. O resto da história deste fantástico músico? Outros posts se sucederão em avalanche, dando conta de toda a obra deste saxofonista e compositor ímpar, com certeza, o mais “underrated” de todos os gigantes do jazz.
Hank Mobley (ts); Horace Silver (p); Doug Watkins (b); Art Blakey (d)
Recorded at Hackensack, N.J., March 27, 1955
1- Hank’s Prank (Mobley)
2- My Sin (Mobley)
3- Avila And Tequila (Mobley)
4- Walkin’ The Fence (Mobley)
5- Love For Sale (C.Porter)
6- Just Coolin’ (Mobley)
7- Hank’s Prank (Alternate take)(Mobley)
8- Walkin’ The Fence (Alternate take)(Mobley)
 
1 comentário

Publicado por em 22 de novembro de 2009 em art blakey, doug watkins, hank mobley, horace silver

 

Donald Byrd Quintet – Byrd In Flight (1960)

“Byrd in Flight” é o resultado de três sessões nos estúdios de Rudy van Gelder, duas datas em janeiro de 1960 e uma data em julho do mesmo ano. Nas datas de janeiro ouvimos Hank Mobley no sax tenor e Doug Watkins no contrabaixo, em julho o sax alto de Jackie McLean e o contrabaixista Reggie Workman substituíam os primeiros. Grandes sessões, de onde saíram clássicos do repertório de jazz moderno como “Ghana”, “Gate City” e “My Girl Shirl”.

Donald Byrd (tp) Hank Mobley (ts) Duke Pearson (p) Doug Watkins (b) Lex Humphries (d)
Rudy Van Gelder Studio, Englewood Cliffs, NJ, January 17, 1960
Gate City, Soulful Kiddy

Rudy Van Gelder Studio, Englewood Cliffs, NJ, January 25, 1960
Ghana, Lex, Child Play, Carol

 

Donald Byrd (tp) Jackie McLean (as -2,3) Duke Pearson (p) Reggie Workman (b) Lex Humphries (d) Rudy Van Gelder Studio, Englewood Cliffs, NJ, July 10, 1960
Little Boy Blue, Bo, My Girl Shirl

1. Ghana
2. Little Boy Blue
3. Gate City
4. Lex
5. Bo
6. My Girl Shirl
7. Child’s Play
8. Carol
9. Soulful Kiddy

 

Hot Beat Jazz

 

Donald Byrd Quintet – Fuego (1959)

Começamos com “Fuego” uma série de álbuns fundamentais do trompetista Donald Byrd no selo Blue Note. No álbum inteiro Byrd toca o pocket trumpet, o que torna um ítem único na extensa discografia do trompetista. O quinteto é completado por Jackie McLean no sax alto; Duke Pearson no piano; Doug Watkins no contrabaixo e Lex humphries na bateria. Sessão típica de hardbop e cercanias; blues, funk e latin-jazz fazem parte do caldo.
Donald Byrd (pocket tp) Jackie McLean (as) Duke Pearson (p) Doug Watkins (b) Lex Humphries (d) Rudy Van Gelder Studio, Englewood Cliffs, NJ, October 4, 1959
1. Fuego
2. Bup A Loup
3. Funky Mama
4. Low Life
5. Lament
6. Amen

 

http://ouo.io/V0f55D

 

Donald Byrd & Kenny Burrell (1957)

Uma semana após a sessão que deu origem ao álbum “All Night Long” Donald Byrd e Kenny Burrell eram recrutados por Bob Weinstock, fundador e manager da Prestige, para mais uma nova gravação repetindo o esquema de jam da anterior. No dia 4 de janeiro de 1957 com a formação levemente modificada, com Frank Foster no sax tenor e Tommy Flanagan ao piano, foi gravado nos estúdios de Rudy van Gelder “All Day Long” um blues com 18 minutos de duração que se tornaria rapidamente um sucesso entre os “jazz adicts”. Ainda dois originais de Foster e dois de Byrd completariam essa sessão mágica, que foi uma espécie de segundo tempo de “All Night Long”.
Da mesma forma que a postagem anterior, só se pode dizer que é imperdível!
Donald Byrd (tp) Frank Foster (ts, fl) Tommy Flanagan (p) Kenny Burrell (g) Doug Watkins (b) Art Taylor (d)
Rudy Van Gelder Studio, Hackensack, NJ, January 4, 1957
1. All Day Long (Kenny Burrell)
2. Slim Jim (Donald Byrd)
3. Say Listen (Donald Byrd)
4. A.T. (Frank Foster)
5. C.P.W. (Frank Foster)