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Arquivo da categoria: freddie hubbard

John Coltrane Septet – Olé Coltrane (1961)

“Olé Coltrane” foi gravado em 1961 e foi o último álbum do saxofonista para a Atlantic, dois dias antes já com contrato com sua nova gravadora, a Impulse, Coltrane estava nos estúdios de Rudy Van Gelder gravando o seminal “Africa/Brass” com uma formação de orquestra. No dia 25 de maio de 1961 ele estava no A&R Studios em NYC, a frente de um hepteto completando seu contrato com Ahmed Ertegun. “Olé Coltrane”, com apenas 3 faixas na versão original em LP, trouxe ao público composições que figurariam entre as mais importantes da obra do gênio: “Dahomey Dance” e a belíssima “Aisha”. A faixa título, de estrutura ambiciosa, ocupava todo o lado A do LP e na posterior versão em CD uma balada sem título, depois batizada de “To Her Ladyship”, foi incluída. Coltrane se apresenta com seu quarteto habitual acrescido dos fenomenais Eric Dolphy, Freddie Hubbard e de um segundo contrabaixista, Art Davis. O álbum é um ítem indispensável a qualquer discoteca de jazz e fundamental para o conhecimento com propriedade da obra do gênio.
Freddie Hubbard (tp) John Coltrane (ss, ts) Eric Dolphy (as, fl) McCoy Tyner (p) Art Davis (b -1,2,4) Reggie Workman (b -1/3) Elvin Jones (d)
A&R Studios, NYC, May 25, 1961
1- Olé (Coltrane)
2- Dahomey Dance (Coltrane)
3- Aisha (Coltrane, Tyner)
4- To Her Ladyship (Frazier)
 

Bobby Hutcherson Sextet – Components (1965)

Um dos principais discos do vibrafonista Bobby Hutcherson para a Blue Note. Os músicos são de primeira linha, como atestam a presença de Freddie Hubbard e Herbie Hancock. Destaque para Tranquility e Little B’s Poem dois clássicos do repertório do músico.
Freddie Hubbard (tp) James Spaulding (as, fl) Bobby Hutcherson (vib, mar) Herbie Hancock (p, org) Ron Carter (b) Joe Chambers (d)
Rudy Van Gelder Studio, Englewood Cliffs, NJ, June 10, 1965
1- Components
2- Tranquility
3- Little B’s Poem
4- West 22nd Street Theme
5- Movement
6- Juba Dance
7- Air
8- Pastoral
 

Oliver Nelson Septet – The Blues And The Abstract Truth (1961)

Existem alguns álbuns realmente fundamentais na história fonográfica do Jazz que, sejam pela concepção, performance dos músicos, registro de momento histórico ou reuniões especiais, se tornaram de escuta imprescindível. The Blues And The Abstract Truth de Oliver Nelson Septet é um desses que se enquadram em todos os motivos listados. Stolen Moments é utilizada até hoje como modelo no aprendizado da técnica musical do improviso, os solos de todos os músicos são perfeitas obras de arte em arquitetura harmônica e beleza melódica, além de ser uma das raras oportunidades de se apreciar o som especial do Oliver Nelson saxofonista, pois seu imenso talento e conhecimento como arranjador o mantiveram pouco ativo em seu instrumento. A presença de sidemen do quilate de Eric Dolphy, Bill Evans, Freddie Hubbard, Paul Chambers e Roy Haynes já mostra o nível do registro. Ouçam e aprendam nessa essencial aula de jazz moderno.
Freddie Hubbard (tp -1/4,6) Eric Dolphy (as, fl) Oliver Nelson (as, ts, arr) George Barrow (bars -1/4,6) Bill Evans (p) Paul Chambers (b) Roy Haynes (d). Rudy Van Gelder Studio, Englewood Cliffs, NJ, February 23, 1961
1- Stolen Moments
2- Hoe-Down
3- Cascades
4- Butch And Butch
5- Teenie’s Blues
6- Yearnin’
 

Kenny Drew Quintet – Undercurrent (1960)

Kenny Drew é mais um caso, entre muitos, de músico com grande respeito e apreço por parte do meio jazzístico especializado e ao mesmo tempo praticamente ignorado pelo ouvinte eventual e público em geral. Você nunca encontrará um cd ou fascículo em banca de jornal com seu nome mas corre-se sempre o risco de encontrá-lo como sideman de algum nome de reconhecimento mais abrangente. Drew teve, assim como sua referência de piano moderno Bud Powell, um aprendizado formal em música desde muito novo. Nascido em 1928 na Nova Iorque onde na sua adolescência reinavam nos clubs e transmissões de rádio Fats Waller e Art Tatum, suas primeiras influências, nos anos 40 começa a circular pela cena musical com seus colegas e vizinhos Sonny Rollins, Jackie McLean, Art Taylor e Walter Bishop Jr. Ele é um legítimo integrante de uma geração chamada por Jackie McLean de Bebop Babies. Drew grava sua primeira participação em estúdio em um álbum do trompetista Howard McGhee ao lado de músicos como J.J. Johnson e Max Roach em 1950. Nessa mesma época faz algumas apresentações com Charlie Parker e a partir de então sua carreira decola, durante toda a década será um requisitado sideman para importantes selos como Blue Note e Riverside. Drew mudou-se para a europa em 1961 e lá permaneceu até sua morte em 4 de agosto de 1993.

Undercurrent é uma típica sessão de hardbop puro com músicos já bastante entrosados, uma sessão really blowin, como se usa chamar em jargão jazzístico. O tema título do álbum, que abre o disco, é um bebop da melhor estirpe, construído em tonalidade menor e de groove rápido. Hubbard mostra suas habilidades no bebop e Drew deixa claro a ponte estilística que construiu ao unir Tatun e Bud Powell. “Funk-Cosit” mantém a tonalidade menor porém o andamento agora é puro relax, Drew mostra que apesar de suas influências de estilo veloz também aprendeu com nomes como Horace Silver e Sonny Clark o toque de sabor bluesy e funky. “Groovin’ The Blues” é veículo perfeito para todos os solistas, o clássico blues em tom menor. Todo o talento do compositor Drew vem a tona na melancólica e linda “Ballade”, por instantes não sabemos se estamos ouvindo Drew ou McCoy Tyner tal a similaridade de estilo, mas quando pensamos que essa característica talvez tenha impulsionado Coltrane a escolhe-lo como pianista do célebre álbum Blue Train, logo percebemos que se trata do Drew também pianista de vanguarda.

Tudo nesse álbum é simples e padrão. O esquema da sessão? Padrão Blue Note, 6 temas por disco, 3 originais hard bop, 1 balada, 1 blues e 1 tema de groove funky ou Rythm’n’Blues. É isso, deu certo com Horace Silver, Lee Morgan, Jackie McLean…todo mundo. É como eu disse, tudo padrão ……….. de QUALIDADE!

Freddie Hubbard (tp) Hank Mobley (ts) Kenny Drew (p) Sam Jones (b) Louis Hayes (d)
Rudy Van Gelder Studio, Englewood Cliffs, NJ, December 11, 1960
1. Undercurrent
2. Funk-Cosity
3. Lion’s Den
4. Pot’s On
5. Groovin’ the Blues
6. Ballade
 
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Publicado por em 19 de janeiro de 2009 em freddie hubbard, hank mobley, kenny drew, louis hayes, sam jones

 

Tina Brooks Quintet – True Blue (1960)

O saxofonista Tina Brooks nunca chegou a ter a projeção de Hank Mobley, de um Sonny Rollins ou de um Wayne Shorter, só para citar alguns dos mais conhecidos do hardbop. Porém seus discos não ficam nada a dever aos mais importantes do período. Nesta sessão em quinteto para a Blue Note poderemos ouvi-lo ao lado de músicos fundamentais do estilo como Freddie Hubbard, o baterista Art Taylor e o antigo pianista do quinteto de Charlie Parker, Duke Jordan.
Freddie Hubbard (tp) Tina Brooks (ts) Duke Jordan (p) Sam Jones (b) Art Taylor (d) Rudy Van Gelder Studio, Englewood Cliffs, NJ, June 25, 1960
1.Good Old Soul
2.Up Tight’s Creek
3.Theme For Doris
4.True Blue
5.Miss Hazel
6.Nothing Ever Changes My Love For You
7.True Blue – (alternate take)
8.Good Old Soul – (alternate take)
 
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Publicado por em 17 de janeiro de 2009 em art taylor, duke jordan, freddie hubbard, sam jones, tina brooks