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Arquivo da categoria: hank mobley

HotBeatJazz 10′ Series – Max Roach Quartet featuring Hank Mobley – DLP13 (1953)

O baterista Max Roach foi músico de importancia superlativa no desenvolvimento do bebop na segunda metade da década de 40. Como integrante do quinteto regular de Charlie Parker, Roach desenvolveu a linguagem da bateria moderna ao lado de Kenny Clarke e Art Blakey. Somente em abril de 1953 Max Roach gravaria suas primeiras sessões como líder para a gravadora Debut, de propriedade de seu amigo Charles Mingus. As sessões realizadas em 10 e 21 de abril daquele ano marcariam também a estréia do saxofonista Hank Mobley em gravações de caráter estritamente jazzístico, uma vez que ele somente havia participado de duas sessões quando integrante da banda de blues de Paul Gayten.

 

A sessão de 21 de abril foi realizada por uma formação de quarteto, com Max Roach acompanhado por Mobley, pelo pianista Walter Davis Jr. – o qual também fazia sua estréia em estúdios nestas datas, e pelo contrabaixista Franklin Skeete. Dos seis temas lançados no 10 polegadas, dois são originais de Roach: Cou-Manchi-Cou e o solo de bateria Drum Conversation. Mobley já mostrava seu imenso talento como compositor no suingante hardbop Kismet. Chi-Chi, de Charlie Parker, é executada em um andamento mais relax e bluesy. Os standards Just One Of Those Things, de Cole Porter e a belíssima balada I’m A Fool To Want You, de Frank Sinatra, são veículos para o talento de Mobley e Roach na sintaxe bop da primeira e no lirismo melódico da última.

 

Um ano após esta sessão, Max Roach uniria forças com o trompetista Clifford Brown em um quinteto que faria parte da história do desenvolvimento do jazz, formando um dos mais importantes combos do hardbop.

 

Hank Mobley (ts) Walter Davis Jr. (p) Franklin Skeete (b) Max Roach (d)
NYC, April 21, 1953

 

1- Cou-Manchi-Cou
2- Just One Of Those Things
3- Drum Conversation
4- Chi-Chi
5- Kismet
6- I´m A Fool To Want You

http://ouo.io/Xi5Ck

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Hank Mobley Quintet – The Jazz Message of Hank Mobley Vol. 2 (1956) (Re-up)

Quando Hank Mobley gravou estas sessões para a Savoy, em 1956, ele ainda fazia parte dos Jazz Messengers, e somente 3 dias após a primeira data destas duas sessões ele participaria de sua derradeira colaboração com o combo que passaria a ser liderado pelo baterista Art Blakey. Viria então uma verdadeira avalanche de gravações para Savoy, e posteriormente a Blue Note, com as quais Mobley se notabilizaria como um dos mais produtivos músicos do período. Sua imensa capacidade de compor temas encheria dezenas de lp’s nos próximos dez anos, até que sua abalada saúde o fizesse diminuir o ritmo de gravações.
Este clássico do hardbop traz Mobley ao lado de músicos vitais para o estilo, em duas formações distintas de quinteto. A segunda data, de novembro de 56, contava com Lee Morgan – então um prodígio de apenas 18 anos, o pianista Hank Jones e o baterista Art Taylor. O contrabaixista Doug Watkins é o único músico presente nas duas datas que formam o álbum. Mesmo que Lee Morgan estivesse nesta época ainda se desenvolvendo como instrumentista, sua postura, excecução e recursos de imaginação, eram já ferramentas dignas de um mestre. O trompetista Donald Byrd, o pianista Barry Harris, e o veterano baterista Kenny Clarke, seriam os parceiros para a gravação realizada em julho. A influência em Mobley dos saxofonistas da era do swing, desde Lester Young até Illinois Jacquet, pode ser claramente percebida nestas faixas. O respeito e entendimento de Mobley para com a era pre-bebop capacitaram-no perfeitamente para o desenvolvimento do estilo de jazz predominante que sucedeu o bebop.
Ao lado de 3 composições originais de Mobley, o repertório traz ainda 1 blues de autoria de Thad Jones e um típico tema hardbop do contrabaixista Doug Watkins. Ao todo, são 32 minutos de jazz proporcionados por músicos de primeira linha no estilo.
Donald Byrd (tp) Hank Mobley (ts) Barry Harris (p) Doug Watkins (b) Kenny Clarke (d) Rudy Van Gelder Studio, Hackensack, NJ, July 23, 1956

 

*Lee Morgan (tp) Hank Mobley (ts) Hank Jones (p) Doug Watkins (b) Art Taylor (d) Rudy Van Gelder Studio, Hackensack, NJ, November 7, 1956
1. Thad’s Blues (T. Jones)*
2. Doug’s Minor B’ Ok” (D. Watkins)*
3. B. For B.B. (H. Mobley)
4. Blues Number Two (H. Mobley)
5. Space Flight (H. Mobley)

 

 

Horace Silver And The Jazz Messengers (1954-55)

Como dito no post do quarteto de Hank Mobley, ao final de 1954 o pianista Horace Silver era contratado para se apresentar regularmente no club Minton’s Playhouse, berço do bebop nos anos quarenta, na 52nd street, NYC. Tendo iniciado sua carreira discográfica no combo de Stan Getz em dezembro de 1950 e permanecido acompanhando “The Sound” por todo o ano seguinte, em 1952 Horace iniciou sua longa associação com a Blue Note no quarteto do saxofonista Lou Donaldson. No mes de outubro do mesmo ano, o jovem de apenas 24 anos, já produzia 2 sessões de gravação como líder de um trio que contava com o experiente baterista Art Blakey. Em janeiro de 53 se apresenta com o quinteto de Lester Young no Birdland, grava com o grupo de Sonny Stitt em março, participa do sexteto de Howard McGhee em uma nova gravação para a Blue Note em maio, grava com o quinteto de Al Cohn para a Savoy em junho, volta a se apresentar com “Pres” no Birdland em julho, e termina o ano com mais uma gravação em trio com Art Blakey em novembro. O jovem inicia 1954 com seu nome já consolidado na competitiva cena musical de NYC. Uma gravação para a Prestige com o quinteto do trompetista Art Farmer em janeiro antecede a histórica gravaçaõ com o quinteto de Art Blakey no Birdland em fevereiro, ao lado de Clifford Brown, Lou Donaldson e Curley Russell. Em março, é o escolhido para duas sessões da Blue Note integrando o quarteto de Miles Davis, que deram origem ao álbum “Blue Haze”. Mais uma gravação com Art Blakey para a EmArcy no final de março, e em abril duas novas datas agora com o quinteto e sexteto de Miles Davis, que deram origem ao clássico álbum da Prestige, “Walkin'”. Em 30 de abril, para a Savoy, participa do quinteto de Phil Urso-Bob Brookmeyer, em maio é a vez do quinteto de Art Farmer-Gigi Gryce para a Prestige, Clark Terry o convoca em junho, ainda no mesmo mes Art Farmer o reconvoca, e Milt Jackson também. Antes que junho termine, Miles Davis torna a usar de seus serviços na gravação para a Prestige do também clássico “Miles Davis And The Modern Jazz Giants”. Depois desta maratona vem a gig acima mencionada no Minton’s, até que em 14 de novembro, a Blue Note o convoca para que organize um quinteto e grave a primeira, de duas sessões, que formariam seu primeiro álbum como líder de um combo, os Jazz Messengers, que faria história pelos próximos 45 anos, sob a liderança de Art Blakey. O nome, tirado de uma antiga banda liderada por Art em finais da década de 40, tinha agora a conotação de uma cooperativa musical levada a cabo por Silver, Blakey, o experiente trompetista Kenny Dorham, o contrabaixista Doug Watkins, parceiro de Silver no quarteto do Minton’s, assim como o jovem saxofonista Hank Mobley. Silver protagoniza a função de diretor musical do grupo, compondo 7dos 8 temas gravados nas duas datas q formaram o repertório do álbum, a exceção é “Hankerin'”, de Mobley. Do disco fazem parte duas composições que virariam verdadeiros cavalos de batalha durante toda a carreira de Silver: “Doodlin'” e “The Preacher”. O desempenho de músicos deste porte dispensa comentários, a qualidade das composições, ídem. São peças clássicas no repertório do jazz moderno e o engatinhar de um novo estilo que dominaria o restante da década de 50 e boa parte da seguinte. Horace completou no último 2 de setembro, 81 anos de idade, e está ativo e muito bem, obrigado!
Kenny Dorham (tp) Hank Mobley (ts) Horace Silver (p) Doug Watkins (b) Art Blakey (d)
Rudy Van Gelder Studio, Hackensack, NJ, November 13, 1954
*Rudy Van Gelder Studio, Hackensack, NJ, February 6, 1955
1- Room 608 (H. Silver)
2- Creepin’ In (H. Silver)
3- Stop Time (H. Silver)
4- To Whom It May Concern (H. Silver)*
5- Hippy (H. Silver)*
6- The Preacher (H. Silver)*
7- Hankerin’ (H. Mobley)*
8- Doodlin’ (H. Silver)
 
 

Hank Mobley Quartet (1955)

Este álbum foi um ponto de partida, é aqui que começa a carreira discográfica de Hank Mobley como líder. Neste março de 1955 o saxofonista contava com 24 anos de idade e já a 5 chamava atenção sobre si, com seu timbre redondo, cheio, e sua habilidade, incomum, de produzir belos e instigantes temas. Muito já havia percorrido desde o nascimento em 7 de julho de 1930, na cidade de Eastman na Georgia. Era filho, neto e sobrinho de músicos, todos atuantes na igreja protestante, sua avó era a organista, sua mãe pianista, e foi no piano que o menino se iniciou no mundo da música. Foi seduzido pelo saxofone já tarde, aos 16 anos, de forma auto-didata, e é incrível pensar que somente 4 anos após, o menino já tinha lugar numa das melhores banda de blues do pedaço, a Paul Gayten’s Blues Band, recomendado por ninguém menos do que Clifford Brown. Lá ele dividia espaço com nomes do porte de Cecil Payne e os futuros Ellingtonianos Clark Terry, Aaron Bell e Sam Woodyard. Segundo declarou o próprio Gayten, “Hank era uma beleza, tocava sax barítono, tenor e alto, e produzia muitos arranjos. Ele dava conta do recado e eu podia deixar as coisas com ele”. Por duas semanas, em 1953, substituiu Jimmy Hamilton na orchestra de Ellington mesmo sem tocar clarinete, ele transpunha as partes para o sax tenor. Ainda em 53 Max Roach o levou para a California junto com Clifford Brown, mas as coisas não deram muito certo por lá, teria sido o embrião do quinteto Roach-Brown. De volta a NYC trabalhou em clubs tocando ao lado de Miles Davis, Tadd Dameron, Milt Jackson e J. J. Johnson, até que em 54 foi convidado por Dizzy Gillespie para integrar seu combo. Em setembro daquele ano deixa Gillespie e passa a fazer parte do quarteto de Horace Silver, locado regularmente no famoso berço bop, o Minton’s Playhouse. É aí, exatamente aí, que Mobley começa a fazer história no jazz. Foi trabalhando com Silver que ele pode fazer parte do que viria a ser os Jazz Messengers, combo famoso pela liderança de Blakey, mas que na verdade começou como uma cooperativa entre 5 músicos: Horace Silver, Art Blakey, Kenny Dorham, Doug Watkins e nosso garoto Mobley. Gravou em 54 e 55 o álbum Horace Silver Jazz Messengers, e logo depois veio o contrato com o selo da notinha azul, uma longa associação, que perdurou até 1970. Este quarteto, não por acaso, nada mais é do que os Messengers à exceção de Kenny Dorham, que não participa da sessão. O repertório original de 6 temas, foi todo composto pelo jovem Mobley, exceto “Love For Sale”, de Cole Porter. Não discorrerei sobre a música gravada, ela fala por si mesmo. Não vou chamar a atenção sobre a qualidade das composições, ela é evidente. Não repetirei ad nauseum o belo timbre do saxofone nem a lógica e poesia da construção das frases musicais, são óbvias. O resto da história deste fantástico músico? Outros posts se sucederão em avalanche, dando conta de toda a obra deste saxofonista e compositor ímpar, com certeza, o mais “underrated” de todos os gigantes do jazz.
Hank Mobley (ts); Horace Silver (p); Doug Watkins (b); Art Blakey (d)
Recorded at Hackensack, N.J., March 27, 1955
1- Hank’s Prank (Mobley)
2- My Sin (Mobley)
3- Avila And Tequila (Mobley)
4- Walkin’ The Fence (Mobley)
5- Love For Sale (C.Porter)
6- Just Coolin’ (Mobley)
7- Hank’s Prank (Alternate take)(Mobley)
8- Walkin’ The Fence (Alternate take)(Mobley)
 
1 comentário

Publicado por em 22 de novembro de 2009 em art blakey, doug watkins, hank mobley, horace silver

 

Hank Mobley Sextet – Thinking Of Home (1970)

“Thinking Of Home” é um ítem não muito lembrado na ampla discografia do saxofonista Hank Mobley. Gravado em 1970, com Mobley a frente de um sexteto, o álbum traz o que de melhor o saxofonista sabe produzir: hardbop. Considerado um dos fundadores do estilo e classificado por Dexter Gordon como um “campeão dos meio-pesados”, devido a seu timbre não tão agressivo quanto Rollins ou Coltrane nem tão aveludado como Stan Getz, Mobley sempre produziu grandes álbuns em sua longa associação com a Blue Note. “Thinking Of Home” foi seu último trabalho no selo da notinha azul, Mobley praticamente nada produziu em seus últimos 15 anos de vida, razão de uma saúde debilitada por abusos que o levaram a uma pneumonia. O sexteto conta com a brilhante participação do trompetista Woody Shaw, do sempre amigo e parceiro Cedar Walton ao piano, Eddie Diehl na guitarra, Mickey Bass no contrabaixo e Leroy Williams na bateria. O álbum reúne 4 originais de Mobley e uma composição de Mickey Bass, “Gayle’s Groove”. “Thinking Of Home” é a abertura, em estilo “churchy”, de uma suíte em 3 partes que conta com “The Flight”, um bebop acelerado e “Home At Last”, uma bossa-nova. “Justine” é um extenso tema hardbop e veículo ideal para todos os solistas. “You Gotta Hit It” é mais um bebop intenso, com magníficas trocas de compassos entre Mobley, Shaw e Leroy Williams. “Talk About Gittin’ It ” encerra o álbum com delicioso groove soul-jazz. “Thinking Of Home” é um canto do cisne na carreira impecável deste estilista do sax tenor.
Woody Shaw (tp); Hank Mobley (ts); Cedar Walton (p); Eddie Diehl (g); Mickey Bass (b); Leroy Williams (d).
Rudy Van Gelder Studio, Englewood Cliffs, NJ, July 31, 1970
1- Suite: Thinking Of Home / The Flight / Home At Last
2- Justine
3- You Gotta Hit It
4- Gayle’s Groove
5- Talk About Gittin’ It
 

Hank Mobley – A Slice Of The Top (1966)

Na extensa discografia do saxofonista Hank Mobley, “A Slice Of The Top” é um ítem que se destaca. Os originais compostos por Mobley foram criados durante sua prisão no ano de 1964, em virtude de condenação por posse de narcóticos, e foram arranjados por Duke Pearson para um formato pouco habitual ao saxofonista, um octeto. Na linha de frente, além de Mobley, o inseparável Lee Morgan ao trompete, o excelente, porém pouco lembrado James Spaulding no sax alto e flauta, Howard Johnson na tuba e Kiane Zawadi no euphonium. A seção rítmica é um primor, McCoy Tyner ao piano, Bob Cranshaw ao contrabaixo e Billy Higgins à bateria. A mão de Duke Pearson nos arranjos é sentida já nas primeiras notas do tema de abertura, “Hank’s Other Bag”, com a tuba e o euphonium mostrando o papel importante reservado pelo arranjador nos voicings. “There’s A Lull In My Life” vem em seguida e é a balada sempre presente nos álbuns da Blue Note no período. “Cute ‘N’ Pretty” é um belo tema em andamento de valsa e também um ótimo veículo para as intervenções de McCoy e Spaulding na flauta. McCoy havia saído a pouco tempo do quarteto de Coltrane e começava a dar mais atenção a sua própria carreira discográfica, também na Blue Note. “A Touch Of Blue” é o ponto alto do álbum. O solo de Mobley mostra o quanto este músico especialíssimo não recebeu o crédito devido ao seu talento e à sua importância no desenvolvimento do hardbop. Tendo começado sua vida musical na banda de blues de Paul Gayten, logo absorveu a sintaxe do bebop e foi peça fundamental no hardbop dos anos 50 e 60. A faixa título do álbum encerra esta reunião de músicos luminares com uma proposta de hardbop modal onde os solistas se lançam ao extremo no desenvolvimento dos solos. “A Slice Of The Top” é ítem obrigatório na discografia de Hank Mobley e para quem deseja conhecer os grandes momentos do maravilhoso jazz produzido pelo selo Blue Note na década de 60.
Lee Morgan (tp) Kiane Zawadi (euph) Howard Johnson (tu) James Spaulding (as, fl) Hank Mobley (ts, arr) McCoy Tyner (p) Bob Cranshaw (b) Billy Higgins (d) Duke Pearson (arr)
Rudy Van Gelder Studio, Englewood Cliffs, NJ, March 18, 1966
1- Hank’s Other Bag (H. Mobley)
2- There’s A Lull In My Life (M. Gordon – H. Revel)
3- Cute ‘N’ Pretty (H. Mobley)
4- A Touch Of The Blues (H. Mobley)
5- A Slice Of The Top (H. Mobley)
 

Donald Byrd Quintet – Byrd In Flight (1960)

“Byrd in Flight” é o resultado de três sessões nos estúdios de Rudy van Gelder, duas datas em janeiro de 1960 e uma data em julho do mesmo ano. Nas datas de janeiro ouvimos Hank Mobley no sax tenor e Doug Watkins no contrabaixo, em julho o sax alto de Jackie McLean e o contrabaixista Reggie Workman substituíam os primeiros. Grandes sessões, de onde saíram clássicos do repertório de jazz moderno como “Ghana”, “Gate City” e “My Girl Shirl”.

Donald Byrd (tp) Hank Mobley (ts) Duke Pearson (p) Doug Watkins (b) Lex Humphries (d)
Rudy Van Gelder Studio, Englewood Cliffs, NJ, January 17, 1960
Gate City, Soulful Kiddy

Rudy Van Gelder Studio, Englewood Cliffs, NJ, January 25, 1960
Ghana, Lex, Child Play, Carol

 

Donald Byrd (tp) Jackie McLean (as -2,3) Duke Pearson (p) Reggie Workman (b) Lex Humphries (d) Rudy Van Gelder Studio, Englewood Cliffs, NJ, July 10, 1960
Little Boy Blue, Bo, My Girl Shirl

1. Ghana
2. Little Boy Blue
3. Gate City
4. Lex
5. Bo
6. My Girl Shirl
7. Child’s Play
8. Carol
9. Soulful Kiddy

 

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