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Arquivo da categoria: kenny barron

Kenny Barron – Sambão (1993)

Kenny Barron é um dos mais versáteis pianistas surgidos na segunda metade do sec. XX, com domínio absoluto do bebop, hardbop, avant garde, latin jazz e, principalmente, música brasileira. Nascido em 1943 em Philadelphia, Barron iniciou sua gigantesca carreira fonográfica em 1961 ao lado do irmão, o saxofonista Bill Barron. James Moody o levou ao combo de Dizzy Gillespie onde permaneceria até 1966. Neste contexto toma contato com a música latino-americana e, por extensão, com a música brasileira. “Sambão” foi gravado no segundo semestre de 1992 e lançado pela Verve no ano seguinte. O grupo é completado por Toninho Horta ao violão, Nico Assumpção ao contrabaixo, Minu Cinelu na percussão e Victor Lewis à bateria. A atmosfera é toda brasileira nos 8 temas compostos por Barron para o álbum, com destaque para a perfeita harmonia do piano com o violão brasileiríssimo de Toninho Horta. Em “Sambão” temos uma rara oportunidade de ouvir o saudoso contrabaixista Nico Assumpção atuando no instrumento acústico. Um excelente álbum de samba-jazz, refinado, cheio de estilo e com gosto de feijão com arroz.
Kenny Barron (p); Toninho Horta (g); Nico Assumpcao (b); Victor Lewis (d); Mino Cinelu (perc)
May-Jul, 1992
1- Sambão
2- Yalele
3- Bacchanal
4- Belem
5- Encouter
6- Ritual
7- Gardênia
8- On The Other Side

http://ouo.io/03IjtZ

Hot Beat Jazz

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Charles Sullivan – Re-entry (1976)

O trompetista Charles Sullivan conta já com 68 anos de idade, está em atividade no meio musical desde os anos sessenta e formou-se pela Manhattan School of Music. Apesar do currículo e da longa atuação profissional é um dos casos de maior desapreço por parte da indústria fonográfica e de público. Trabalhou com Lionel Hampton e Roy Haynes no fim da década de 60, teve uma curta passagem pela orquestra de Count Basie em 1970 e com o organista Lonnie Liston Smith em 71. No ano seguinte trabalhou com Sy Oliver e depois com Norman Connors. Em 73 viajou pela Europa com Dollar Brand e produziu grande música em álbuns de Sonny Fortune, Carlos Garnett, Bennie Maupin, Ricky Ford, Eddie Jefferson e Woody Shaw. No restante da década gravou alguns álbuns próprios. Apesar do currículo, Sullivan não conseguiu expandir sua audiência nem receber maior reconhecimento. Nem a técnica perfeita, nem um timbre brilhante e cristalino, nem a desenvoltura no hardbop, free, música de big bands e bebop, puderam evitar que caísse no esquecimento durante os anos 80. Em 88 McCoy Tyner o convidou para ser o primeiro trompete em sua big band, resgatando-o do ostracismo. Adotou o nome muçulmano de Kamau Adilifu e hoje em dia nenhum de seus álbuns permanece em catálogo. Bem, esta estória parece ser a de um derrotado, e poderia mesmo, não fosse a música maravilhosa que Sullivan sempre produziu em toda sua turbulenta carreira. E é essa música de alto nível que você irá encontrar nesse álbum, gravado em 1976, ao lado de grandes nomes do jazz como o pianista Kenny Barron, o saxofonista Rene McLean e a cozinha especialíssima do contrabaixista Buster Williams e da bateria de Billy Hart. Em “Re-entry” você também conhecerá o compositor de mão cheia em quatro originais de sua pena e ainda ouvirá um “Body And Soul”, onde poderá fazer seu próprio juízo sobre a técnica e a sensibilidade deste trompetista de alto gabarito.
Charles Sullivan (tp); Rene McLean (as, ts); Kenny Barron (p); Buster Williams (b); Billy Hart (d)
1- Re-entry
2- Body & Soul
3- Carefree
4- Waltz For Cricket
5- Mabe’s Way
6- Body & Soul (alternate)
7- Carefree (alternate)

Hot Beat Jazz

 

Sphere – Sphere (1997)

Em 17 de fevereiro de 1982, por volta das 8 da manhã, a vida terrena de Thelonious Sphere Monk chegou ao fim. Um pouco mais tarde, naquela manhã, a carreira discográfica do quarteto Sphere começava. Por uma extraordinária coincidência, aproximadamente duas horas depois da passagem de Monk, dois de seus parceiros no influente quarteto dos anos sessenta, o saxofonista Charlie Rouse e o baterista Ben Riley, se associavam ao pianista Kenny Barron e ao contrabaixista Buster Williams, para gravar uma sessão previamente agendada com a rara música criada pelo recém falecido Thelonious Monk, fato até então desconhecido para eles.

Pelos próximos cinco anos o Sphere realizou concertos e gravações apresentando, em sua maior parte, a música composta por seus integrantes e, pontualmente, composições de Monk; raramente explorando a música que eles gravaram naquela manhã do falecimento de Monk. Pouco depois do lançamento de “Free For All”, pela gravadora Verve, o quarteto encerrou suas atividades. O inesperado falecimento do saxofonista Charlie Rouse, um ano e meio após, parecia fechar o livro da história do grupo.

Durante dez anos os integrantes se dedicaram a seus projetos pessoais e em dar continuidade a suas carreiras como músicos de estúdio. Kenny e Buster trabalharam juntos, sempre como um duo. Quando começaram um trabalho em trio, a escolha natural foi Ben Riley. A reunião dos três remanescentes do Sphere em 1997 abriu a possibilidade para a reorganização do grupo. A escolha de Gary Bartz para o saxofone foi natural para todos os integrantes e é essa história que você encontrará nesse disco formidável.

*tradução livre e resumida das notas de contra-capa

Gary Bartz – alto; Kenny Barron – piano; Ben Riley – drums; Buster Williams – bass

recorded 4th October 1997

1- Wee See (T. Monk)

2- Isfahan (B. Strayhorn)

3- Uncle Bubba (G. Bartz)

4- Hornin’ In (T. Monk)

5- Buck And Wing (G. Bartz)

6- Twilight (K. Barron)

7- The Surrey With The Fringe On Top (O. Hammerstein – R. Rogers)

 
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Publicado por em 30 de janeiro de 2009 em ben riley, buster williams, gary bartz, kenny barron

 

Sphere – Four For All (1987)

Sphere foi um grupo montado pelo pianista Kenny Barron e o saxofonista Charlie Rouse na primeira metade da década de oitenta com o intuito de manter viva a obra do genial Thelonious Sphere Monk. Ninguém seria mais indicado para esse objetivo do que Charlie Rouse, intregrante do celebrado quarteto de Monk nos anos sessenta. Completam o Sphere o baixista Buster Williams e o baterista Ben Riley, este último também integrante do quarteto de Monk. Four For All foi lançado em 1987 e traz uma composição de Monk, “San Francisco Holiday (Worry Later)”; duas de Barron – a brasileiríssima “Baiana” e a instigante “Lunacy” ; “Bittersweet”, de Charlie Rouse; “Air Dance” e “Lupe” de Buster Williams. “Melancholia” de Duke Ellington e “This Time the Dreams On Me” de Harold Harlen e Johnny Mercer completam o álbum. Four For All é um dos mais brilhantes álbuns de uma década em que o jazz acústico voltou a ocupar seu lugar de destaque.
Charlie Rouse (ts); Kenny Barron (p); Buster Williams (b); Ben Riley (d)
at Rudy Van Gelder Studios, 2/03/87
1- Baiana
2- Bittersweet
3- Lunacy
4- Air Dance
5- San Francisco Holiday (Worry Later)
6- Lupe
7- This Time The Dream’s On Me
8- Melancholia
 
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Publicado por em 28 de janeiro de 2009 em ben riley, buster williams, charlie rouse, kenny barron, sphere