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M.T.B. (Brad Mehldau – Mark Turner – Peter Bernstein) – Consenting Adults (1994)

M.T.B. são as iniciais de três importantes músicos do jazz atual – o pianista Brad Mehldau, o saxofonista Mark Turner e o guitarrista Peter Bernstein. O trio, ao lado do contrabaixista Larry Grenadier e do baterista Leon Parker, gravou “Consenting Adults” em 1994 pelo selo Criss Cross Jazz. Mehldau é um pianista que mescla com muita personalidade os estilos de Bill Evans e Keith Jarrett, Turner tem sonoridade e fraseado espelhado em Wayne Shorter, e Peter Bernstein soa bastante influenciado por Kenny Burrell, Grant Green e Wes Montgomery. Com estes passaportes fica facil para o leitor imaginar o alto nível da música contida no CD, que tem um repertório composto de originais de Mehldau e Bernstein, e ainda clássicos como “Little Melonae” de Jackie McLean, “Limbo” de Wayne Shorter e “Peace” de Horace Silver.
Brad Mehldau – piano; Mark Turner – tenor saxophone; Peter Bernstein – guitar; Larry Grenadier – bass; Leon Parker – drums
Recorded December 26, 1994 at RPM Studio,New York City.
1- Belief (Leon Parker)
2- Little Melonae I (Jackie McLean)
3- Phantasm (Peter Bernstein)
4- Afterglow (Peter Bernstein)
5- Limbo (Wayne Shorter)
6- Consenting Adults (Brad Mehldau)
7- From This Moment On (Cole Porter)
8- Peace (Horace Silver)
9- Little Melonae II (Jackie McLean)
 

Perico Sambeat with Brad Mehldau & Mark Turner – Ademuz (1998)

O saxofonista e flautista Perico Sambeat, espanhol de Valencia, é um dos nomes notáveis do jazz europeu da atualidade. Sua música é um verdadeiro caldeirão de influências, cantos mouriscos, ritmos africanos e uma forte marca do hardbop. Nesse álbum gravado em 1998, Sambeat está à frente de uma banda de virtuoses tendo como convidados especiais o pianista Brad Mehldau, o sax tenor de Mark Turner, o guitarrista Kurt Rosenwinkel, o trompetista Mike Leonhart, seus acompanhantes habituais Jordi Rossi na bateria e Joe Martin no contrabaixo. Completam o grupo o percussionista Enric Canada, Guillermo McGill no cajón e Enrique Morente nos vocais.
Perico tem competência suficiente para fazer uma mistura de linguagens e culturas tão diversas como complementares, nunca parecendo ao ouvinte como uma colcha de retalhos sonoros sem nexo nem finalidade. Sua música é original, dinâmica, complexa e multi facetada. Um jazz indescutívelmente mediterrâneo, e como tal, ponto de encontro e de trocas culturais históricas.
Perico Sambeat – saxo alto y flauta; Enrique Morente : voz , palmas; Mark Turner – saxo tenor; Mike Leonhart – trompeta; Brad Mehldau – piano; Kurt Rosenwinkel – guitarra; Jordi Rossy – batería; Joe Martin – bajo; Guillermo McGill – cajón; Enric Canada – percusión.
1- A Free K
2- Ademuz
3- Tu rostro oculto
4- Expedicion
5- La noche de Lemuria
6- Porta do ferro
7- Barri de la coma
 

Perico Sambeat with Brad Mehldau & Mark Turner – Ademuz (1998)

O saxofonista e flautista Perico Sambeat, espanhol de Valencia, é um dos nomes notáveis do jazz europeu da atualidade. Sua música é um verdadeiro caldeirão de influências, cantos mouriscos, ritmos africanos e uma forte marca do hardbop. Nesse álbum gravado em 1998, Sambeat está à frente de uma banda de virtuoses tendo como convidados especiais o pianista Brad Mehldau, o sax tenor de Mark Turner, o guitarrista Kurt Rosenwinkel, o trompetista Mike Leonhart, seus acompanhantes habituais Jordi Rossi na bateria e Joe Martin no contrabaixo. Completam o grupo o percussionista Enric Canada, Guillermo McGill no cajón e Enrique Morente nos vocais.
Perico tem competência suficiente para fazer uma mistura de linguagens e culturas tão diversas como complementares, nunca parecendo ao ouvinte como uma colcha de retalhos sonoros sem nexo nem finalidade. Sua música é original, dinâmica, complexa e multi facetada. Um jazz indescutívelmente mediterrâneo, e como tal, ponto de encontro e de trocas culturais históricas.
Perico Sambeat – saxo alto y flauta; Enrique Morente : voz , palmas; Mark Turner – saxo tenor; Mike Leonhart – trompeta; Brad Mehldau – piano; Kurt Rosenwinkel – guitarra; Jordi Rossy – batería; Joe Martin – bajo; Guillermo McGill – cajón; Enric Canada – percusión.
1- A Free K
2- Ademuz
3- Tu rostro oculto
4- Expedicion
5- La noche de Lemuria
6- Porta do ferro
7- Barri de la coma

 

Kurt Rosenwinkel – The Next Step (2001)


A história da guitarra no jazz começou tímida, lá na cozinha mesmo, quando até o final dos anos 30 tinha exclusivamente o papel de instrumento de apoio rítmico. Mas eis que um dia começaram a notar num rapaz franzino, que usava um chapéu todo amassado, chamado Charlie Christian, algo de muito novo. O magricela não se conformava com esse papel secundário e deu um jeito de amplificar seu instrumento e assim poder, também ele, solar alguns compassos. Christian foi o músico que começou a forjar frases que são consideradas o pré bebop. Técnica, harmônica e melódicamente, ele abriu novos terrenos. Na melodia foi o primeiro a substituir o toque stacatto pelo legatto. Christian faleceu em 42 e só temos registros seus de 3 anos de gravações. Um paralelo a Christian foi Django Reindhardt na Europa, também revolucionando a forma de tocar no famoso quinteto do Hot Club de France. A década de 40 chegou e com ela muitos guitarristas, agora dividindo o spot com trompetistas, saxofonistas e etc. São dessa leva nomes como Tal Farlow, Oscar Moore, Jimmy Raney, Laurindo de Almeida, Irving Ashby e Barney Kessel entre outros. Os anos 50 trouxeram o som cool de Billy Bauer, egresso da escola de Lennie Tristano. Vieram também Jim Hall, Herb Ellis e mais tarde Joe Pass e Pat Martino. Na vertente do hardbop tivemos Kenny Burrell, Grant Green e o influente Wes Montgomery, esses três dominariam até finais da década de 60, quando uma nova revolução no instrumento surgiu. A distorção e efeitos anexados à guitarra trouxeram uma leva de músicos ambientados com a pegada do rock como John McLaughlin, Larry Coryell, Joe Beck e Gabor Szabo entre tantos outros. Nos anos 70 o experimentalismo e uma música muito cerebral fariam se destacar Terje Rypdal, John Abercrombie, Mick Goodrick e, no meio disso tudo, o acústico Ralph Towner. A década de 80 e 90 trariam o domínio de músicos que estão aí até hoje: Pat Metheny, John Scofield, Bill Frisell, Robben Ford e etc.

Mas para que esse pequeno resumo histórico? Simples, para dizer que quando um guitarrista se destaca hoje em dia, ele traz consigo uma bagagem respeitável de desenvolvimento da linguagem do instrumento. Esse é o caso de Kurt Rosenwinkel. Graduado na Berkelee, em 1990 entra para o grupo do vibrafonista Gary Burton, músico que revelou 11 entre 10 grandes guitarristas desde os anos 60. Kurt é um músico completo, discorre desde o tradicional postbop até a música cerebralista no estilo da famosa gravadora ECM. Além disso é compositor de mão cheia, basta como exemplo a primeira faixa, Zhivago. Só nos resta então ouvir esse The Next Step onde ele atua à frente de um quarteto sem piano, com especial destaque para o sax tenor de Mark Turner e a bateria de Jeff Ballard. Kurt avança alguns degraus no desenvolvimento da guitarra jazz, mas sem nunca esquecer toda a escadaria construída pelos que vieram antes.

Kurt Rosenwinkel: Guitar, vocals; Mark Turner: Tenor Saxophone; Ben Street: Bass; Jeff Ballard: Drums
1. Zhivago
2. Minor Blues
3. A Shifting Design
4. Path Of The Heart
5. Filters
6. Use Of Light
7. The Next Step
8. A Life Unfolds
 
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Publicado por em 6 de fevereiro de 2009 em ben street, jeff ballard, kurt rosenwinkel, mark turner