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Arquivo da categoria: mccoy tyner

Elvin Jones – McCoy Tyner Quintet – Love & Peace (1982)

O encontro do baterista Elvin Jones e do pianista McCoy Tyner co-liderando um quinteto que traz Pharoah Sanders no sax tenor e Richard Davis no contrabaixo, já da uma completa ideia da música contida em “Love & Peace”, é Coltrane puro!! Elvin e McCoy foram a sustentação rítmica e harmônica do quarteto de Coltrane na primeira metade da década de 60, Pharoah Sanders o sucessor do som de John Coltrane e seu partner na segunda metade da mesma. Há ainda a participação de Jean-Paul Bourelly na guitarra. O repertório traz 3 originais de Pharoah Sanders: “Little Rock’s Blues”, a instigante “Hip Jones” e a bossa “Origin”. McCoy contribui em uma releitura da sua composição “For Tomorrow” e executa em trio um de seus standards favoritos, “Sweet And Lovely”. O quinteto faz ainda uma lírica leitura de “Korina” de Gene Perla.
Qualquer gravação que traga McCoy e Elvin tocando juntos é sempre uma amostra da mais alta relevância da arte chamada jazz, em seu mais alto nível.
Pharoah Sanders (ts) McCoy Tyner (p) Jean-Paul Bourelly (g) Richard Davis (b) Elvin Jones (d) Rudy Van Gelder Studio, Englewood Cliffs, NJ, April 13 & 14, 1982
1- Little Rock’s Blues (P. Sanders)
2- Hip Jones (P. Sanders)
3- Korina (G. Perla)
4- For Tomorrow (M. Tyner)
5- Sweet And Lovely (Arnhein – Lemare)
6- Origin (P. Sanders)

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Hank Mobley – A Slice Of The Top (1966)

Na extensa discografia do saxofonista Hank Mobley, “A Slice Of The Top” é um ítem que se destaca. Os originais compostos por Mobley foram criados durante sua prisão no ano de 1964, em virtude de condenação por posse de narcóticos, e foram arranjados por Duke Pearson para um formato pouco habitual ao saxofonista, um octeto. Na linha de frente, além de Mobley, o inseparável Lee Morgan ao trompete, o excelente, porém pouco lembrado James Spaulding no sax alto e flauta, Howard Johnson na tuba e Kiane Zawadi no euphonium. A seção rítmica é um primor, McCoy Tyner ao piano, Bob Cranshaw ao contrabaixo e Billy Higgins à bateria. A mão de Duke Pearson nos arranjos é sentida já nas primeiras notas do tema de abertura, “Hank’s Other Bag”, com a tuba e o euphonium mostrando o papel importante reservado pelo arranjador nos voicings. “There’s A Lull In My Life” vem em seguida e é a balada sempre presente nos álbuns da Blue Note no período. “Cute ‘N’ Pretty” é um belo tema em andamento de valsa e também um ótimo veículo para as intervenções de McCoy e Spaulding na flauta. McCoy havia saído a pouco tempo do quarteto de Coltrane e começava a dar mais atenção a sua própria carreira discográfica, também na Blue Note. “A Touch Of Blue” é o ponto alto do álbum. O solo de Mobley mostra o quanto este músico especialíssimo não recebeu o crédito devido ao seu talento e à sua importância no desenvolvimento do hardbop. Tendo começado sua vida musical na banda de blues de Paul Gayten, logo absorveu a sintaxe do bebop e foi peça fundamental no hardbop dos anos 50 e 60. A faixa título do álbum encerra esta reunião de músicos luminares com uma proposta de hardbop modal onde os solistas se lançam ao extremo no desenvolvimento dos solos. “A Slice Of The Top” é ítem obrigatório na discografia de Hank Mobley e para quem deseja conhecer os grandes momentos do maravilhoso jazz produzido pelo selo Blue Note na década de 60.
Lee Morgan (tp) Kiane Zawadi (euph) Howard Johnson (tu) James Spaulding (as, fl) Hank Mobley (ts, arr) McCoy Tyner (p) Bob Cranshaw (b) Billy Higgins (d) Duke Pearson (arr)
Rudy Van Gelder Studio, Englewood Cliffs, NJ, March 18, 1966
1- Hank’s Other Bag (H. Mobley)
2- There’s A Lull In My Life (M. Gordon – H. Revel)
3- Cute ‘N’ Pretty (H. Mobley)
4- A Touch Of The Blues (H. Mobley)
5- A Slice Of The Top (H. Mobley)
 

John Coltrane Septet – Olé Coltrane (1961)

“Olé Coltrane” foi gravado em 1961 e foi o último álbum do saxofonista para a Atlantic, dois dias antes já com contrato com sua nova gravadora, a Impulse, Coltrane estava nos estúdios de Rudy Van Gelder gravando o seminal “Africa/Brass” com uma formação de orquestra. No dia 25 de maio de 1961 ele estava no A&R Studios em NYC, a frente de um hepteto completando seu contrato com Ahmed Ertegun. “Olé Coltrane”, com apenas 3 faixas na versão original em LP, trouxe ao público composições que figurariam entre as mais importantes da obra do gênio: “Dahomey Dance” e a belíssima “Aisha”. A faixa título, de estrutura ambiciosa, ocupava todo o lado A do LP e na posterior versão em CD uma balada sem título, depois batizada de “To Her Ladyship”, foi incluída. Coltrane se apresenta com seu quarteto habitual acrescido dos fenomenais Eric Dolphy, Freddie Hubbard e de um segundo contrabaixista, Art Davis. O álbum é um ítem indispensável a qualquer discoteca de jazz e fundamental para o conhecimento com propriedade da obra do gênio.
Freddie Hubbard (tp) John Coltrane (ss, ts) Eric Dolphy (as, fl) McCoy Tyner (p) Art Davis (b -1,2,4) Reggie Workman (b -1/3) Elvin Jones (d)
A&R Studios, NYC, May 25, 1961
1- Olé (Coltrane)
2- Dahomey Dance (Coltrane)
3- Aisha (Coltrane, Tyner)
4- To Her Ladyship (Frazier)
 

John Coltrane Quartet – Coltrane (1962)

O clássico quarteto de Coltrane em uma sessão para a Impulse gravada entre Abril e Junho de 1962. Destaque para “Out of This World” de Johnny Mercer e uma versão de “Soul Eyes” de Mal Waldron. Coltrane colabora com duas composições originais: “Tunji” e “Miles’ Mode”, além de duas faixas bonus: “Big NIck” e “Up ‘Gainst the Wall”. De música menos intensa do que outros álbuns da mesma época mas nem por isso de menor qualidade.
John Coltrane (ss, ts) McCoy Tyner (p) Jimmy Garrison (b) Elvin Jones (d)
Rudy Van Gelder Studio, Englewood Cliffs, NJ, April 11, June 19, 20, 29, 1962.
1. Out of this World (Harold Arlen/Johnny Mercer)
2. Soul Eyes (Mal Waldron)
3. The Inch Worm (Frank Loesser)
4. Tunji (John Coltrane)
5. Miles’ Mode (John Coltrane)
6. Big Nick (John Coltrane)
7. Up ‘Gainst the Wall (John Coltrane)

http://ouo.io/Fkrg3

 
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Publicado por em 17 de março de 2009 em elvin jones, jimmy garrison, john coltrane, mccoy tyner

 

McCoy Tyner – Quartet (2007)

Alfred McCoy Tyner sempre surpreende. Mesmo quando repete suas composições em vários álbuns ele nos traz sempre uma abordagem nova, explorando nuances e possibilidades inesgotáveis em temas já várias vezes visitados em sua discografia. Assim é “Quartet”, gravado ao vivo no apagar das luzes de 2006 com Joe Lovano no sax tenor, Christian McBride no contrabaixo e Jeff “Tain” Watts na bateria. O álbum começa com quatro originais que são verdadeiros tour-de-force: “Walk Spirit, Talk Spirit”, “Mellow Minor”, “Sama Layuca” e “Passion Dance”. Em sequência temos a belíssima balada “A Search for Peace”, mostrada pela primeira vez no antológico “The Real McCoy”, seguida por mais um carro-chefe do pianista, “Blues On The Corner”. Em todas as faixas os espaços para o trio que o acompanha é amplo, com os músicos desenvolvendo os temas com liberdade e empolgação. O álbum chega ao fim com uma leitura solo do pianista no standard “For All We Know”, onde McCoy mostra que além de vigor também é dono de lírica sensibilidade. “Quartet” com certeza se transformará em mais um clássico na imensa discografia desse gigante do jazz.
McCoy Tyner (p); Joe Lovano (ts); Christian McBride (b); Jeff “Tain” Watts (d)
Recorded at Yoshi’s, december 30-31, 2006
1- Wak Spirit, Talk Spirit
2- Mellow Minor
3- Sama Layuca
4- Passion Dance
5- A Search for Peace
6- Blues On The Corner
7- For All We Know

 
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Publicado por em 14 de fevereiro de 2009 em christian mcbride, jeff "tain" watts, joe lovano, mccoy tyner

 

McCoy Tyner – Land of Giants (2003)

Em Land of Giants o pianista, compositor e bandleader McCoy Tyner se utiliza de um formato pouco habitual, o quarteto composto por trio rítmico básico e um vibrafone. A escolha dos músicos como sempre é impecável, o veterano parceiro Bobby Hutcherson ao vibrafone, a competência de Charnett Moffett ao contrabaixo e a segurança de Eric Harland na bateria. No repertório, originais de McCoy Tyner como a brasileiríssima Serra do Mar, a leitura carregada de latinidade de The Search e standards do repertório jazz como a garneriana leitura solo de For All We Know, a bela December e o clássico If I Were A Bell. Duke Ellington é uma referência constante na música de McCoy e sua interpretação de In a Mellow Tone é repleta de anima e stamina. McCoy continua o mesmo de sempre, inventivo ao extremo mas com sua marca musical pessoal impressa em tudo que faz. Ele é capaz de nos transportar aos salões enfumaçados dos bordeis de New Orleans com suas acentuações stride de mão esquerda e imediatamente nos jogar no futuro com suas concepções harmônicas sempre arriscadas, tendo feito escala na agilidade de um Art Tatum e no idioma bop de um Bud Powell. Tudo em um único tema. McCoy é isso! Um furacão de piano jazz !

McCoy Tyner: Piano; Bobby Hutcherson: Vibes; Charnett Moffett: Bass; Eric Harland: Drums

1. Serra Do Marr

2. December

3. Steppin’

4. If I Were A Bell

5. Manalyuca

6. Back Bay Blues

7. For All We Know

8. The Search

9. Contemplation

10. In a Mellow Tone

 
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Publicado por em 10 de fevereiro de 2009 em bobby hutcherson, charnett moffett, eric harland, mccoy tyner