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Arquivo da categoria: Ray Drummond

James Williams Sextet – Progress Report (1985)

O pianista James Williams iniciou sua carreira no início dos anos 70 em Menphis, sua cidade natal, onde cresceu influenciado pela música de Ray Charles, Stevie Wonder, Marvin Gaye e King Curtis. Interessou-se pelo piano aos 13 anos de idade e tocou por alguns anos na igreja batista local, época em que foi muito influenciado pelo toque de Phineas Newborn. Em 1972 graduou-se na Memphis State University, onde teve como colega de estudos Mulgrew Miller. Tocou com luminares do jazz local como Frank Strozier, Jamil Nasser e George Coleman. Em 1973 foi contratado para lecionar na Berklee College of Music em Massachusetts, Boston, e lá, trabalhou no combo do baterista Alan Dawson e apoiando músicos visitantes como Arnett Cobb, Red Norvo, Art Farmer, Sonny Stitt and Milt Jackson. Em 77, debutou na carreira discográfica com o álbum “Flying Colors” e conheceu Art Blakey, que o convenceu a pedir demissão da escola e cair na estrada como integrante dos Jazz Messengers. Permaneceu com Art até 1981, quando retornou a Boston trabalhando com Dawson, Chet Baker, Joe Henderson, Clark Terry, Benny Carter e Thad Jones. Em 84 mudou-se para New York, onde continuou a trabalhar com a nata do jazz, tais como: Dizzy Gillespie, Freddie Hubbard, Tom Harrell, Bobby Hutcherson, Ray Brown, Tony Williams, Kenny Burrell, George Duvivier e Elvin Jones. Nesse mesmo ano grava seu segundo álbum, “Alter Ego” à frente de um sexteto com alguns integrantes dos Messengers: Billy Pierce e Kevin Eubanks. No ano seguinte grava o objeto deste post, “Progress Repot”, seu terceiro disco, básicamente com o mesmo sexteto do lançamento anterior, à exceção do baixista Rufus Reid.
O álbum inicia com o tema título, uma composição que traz toda a atmosfera dos Jazz Messengers, hard bop da melhor qualidade, que permeia todas as oito composições do pianista. James Williams faleceu prematuramente em 20 de julho de 2004, vítima de câncer de fígado, sendo uma grande perda sentida por todos os fãs do gênero.
James Williams (p); Bill Easley (as, fl, cl); Billy Pierce (ts, ss); Kevin Eubanks (g); Rufus Reid (b); Tony Reedus (d); Jerry Gonzalez (congas)#; Ray Drummond (b)*
Recorded at Classic Sound Studios, NYC, 22 & 24, May, 1985
* Recorded at Classic Studios, NYC, 19 & 20, July, 1984 from “Alter Ego” lp
1- Progress Report
2- Episode From A Village Dance#
3- Affaire d’Amour
4- Mr. Day’s Dream
5- Unconscious Behavior
6- Renaissance Lovers
7- A Touching Affair*
8- Waltz For Monk*
 

Mingus Dynasty – The Next Generation (1991)

Logo após a morte de Charles Mingus, em 5 de janeiro de 1979 na cidade mexicana de Cuernavaca, a esposa, Susan, organizou a Mingus Dynasty, um grupo formado por antigos colaboradores de Charles, com o intuito de manter vivo seu espírito e suas composições. Já em 1980 o grupo fazia turnes pelo mundo, tendo inclusive se apresentado no 2° Festival de Jazz de São Paulo e no afamado Montreux Jazz Festival. Em 1991 o grupo sofreu a maior transformação em sua formação até então, com a permanência de somente dois antigos colaboradores diretos de Mingus, o trompetista Jack Walrath e o veterano saxofonista George Adams. Uma nova leva de jovens músicos, que despontaram no universo jazz na década de 80, foram convidados a dar suas contribuições para a música da Mingus Dynasty. Desta forma foram incorporados o contrabaixista Ray Drummond, o baterista Marvin “Smitty” Smith, o veterano pianista John Hicks e os saxofonistas Craig Handy e Alex Foster.
A faixa de abertura, “Sketch Four”, foi composta por Mingus no último ano de vida, quando ele já não conseguia compor ao piano em virtude da isquemia múltipla que o acometeu. Nesse período foi costumeiro Mingus cantarolar a melodia em um gravador magnético, e é assim que se inicia o tema, Mingus acompanhado por um metrônomo com a Mingus Dynasty surgindo a seguir. “Portrait”, “Opus Three” e “Opus Four” foram compostas na década de 50 e gravadas no álbum “Mingus Moves” de 1973. “Harlene” foi outra composição feita por Mingus em gravador, a última criada por ele desta forma, e idealizada para a trilha de um filme sobre Jack Kerouac. Mingus começou a escrever “Farewell Farwell” no início de 1960 e a gravou em seu último álbum em 1978. “Wham Bam” que é outra composição dos anos 50 e “Noon Night”, que foi um dos 19 movimentos de “Epitaph”, traz um belo solo de George Adams e foi originalmente gravada em 1957. “Bad Cops” tem a narração retirada da autobiografia de Mingus “Beneath the underdog” e traz o pianista Benny Green em sua única participação no álbum. “Pilobolus” foi escrita em 1978 para um grupo de dança homônimo e tem a participação especial do veterano baterista Victor Lewis.
Charles Mingus expressou sua personalidade através de sua música e a Mingus Dynasty continua a faze-lo de forma magistral.
Jack Walrath (tp); Craig Handy (ts, fl); George Adams (ts); Alex Foster (ts, ss); John Hicks (p); Ray Drummond (b), Marvin “Smitty” Smith (d); Benny Green (p)*; Victor Lewis (d)**; Eric Mingus (vo)*
1- Sketch Four
2- Portrait
3- Opus Four
4- Harlene
5- Opus Three
6- Farewell Farwell
7- Wham Bam
8- Noon Night
9- Bad Cops*
10- Pilobolus**

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