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Arquivo da categoria: richard davis

Elvin Jones – McCoy Tyner Quintet – Love & Peace (1982)

O encontro do baterista Elvin Jones e do pianista McCoy Tyner co-liderando um quinteto que traz Pharoah Sanders no sax tenor e Richard Davis no contrabaixo, já da uma completa ideia da música contida em “Love & Peace”, é Coltrane puro!! Elvin e McCoy foram a sustentação rítmica e harmônica do quarteto de Coltrane na primeira metade da década de 60, Pharoah Sanders o sucessor do som de John Coltrane e seu partner na segunda metade da mesma. Há ainda a participação de Jean-Paul Bourelly na guitarra. O repertório traz 3 originais de Pharoah Sanders: “Little Rock’s Blues”, a instigante “Hip Jones” e a bossa “Origin”. McCoy contribui em uma releitura da sua composição “For Tomorrow” e executa em trio um de seus standards favoritos, “Sweet And Lovely”. O quinteto faz ainda uma lírica leitura de “Korina” de Gene Perla.
Qualquer gravação que traga McCoy e Elvin tocando juntos é sempre uma amostra da mais alta relevância da arte chamada jazz, em seu mais alto nível.
Pharoah Sanders (ts) McCoy Tyner (p) Jean-Paul Bourelly (g) Richard Davis (b) Elvin Jones (d) Rudy Van Gelder Studio, Englewood Cliffs, NJ, April 13 & 14, 1982
1- Little Rock’s Blues (P. Sanders)
2- Hip Jones (P. Sanders)
3- Korina (G. Perla)
4- For Tomorrow (M. Tyner)
5- Sweet And Lovely (Arnhein – Lemare)
6- Origin (P. Sanders)

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Raul de Souza – Colors (1974)

O inimitável trombonista Raul de Souza gravou “Colors” para o selo Milestone em 1974, com produção de Airto Moreira e a pena do gigante do trombone jazz J. J. Johnson nos arranjos. À frente de um combo formado por músicos de primeira como: Jack DeJohnette, na bateria; Ted Lo, piano e teclados; Richard Davis, contrabaixo e, apesar de não listado como músico na sessão, a percussão de Airto Moreira e Kenneth Nash. Sendo um dos melhores álbuns já gravados por Raul, “Colors” traz um repertório de alta qualidade, com o trombonista passando da gafieira ao fusion com a maior naturalidade. O destaque da sessão fica por conta da participação do saxofonista Cannonbal Adderley em uma versão straight-ahead de “Canto de Ossanha” e em “Chants to Burn”. O fusion é visitado em dois temas compostos pelos principais do estilo, Joe Zawinul e Chick Corea em “Dr. Honoris Causa” e “Crystal Silence”, respectivamente. Tendo alcançado um relativo sucesso internacional na década de setenta, Raul atualmente vive no Brasil onde, óbviamente, tem muito menos oportunidades de mostrar sua arte ao grande público do que merece. Dono de um fraseado intenso e viril, Raul é sem dúvida um dos grandes estilistas do instrumento, tendo desenvolvido voz própria, em uma carreira que chega já a 5 décadas de pura arte.
Raul de Souza (tb); Cannonbal Adderley (as, 2-7); Ted Lo (p, el-p, kb); Richard Davis (b); Jack DeJohnette (d); Keneth Nash (per).
1- Nana (M Santos)
2- Canto de Ossanha (B Powell)
3- Water Buffalo (R Souza)
4- Dr. Honoris Causa (J Zawinul)
5- Festival (J DeJohnette)
6- Crystal Silence (C Corea)
7- Chants To Burn (Finnerty)
 

Kenny Dorham Quintet – Trompeta Toccata (1964)

O trompetista Kenny Dorham nasceu na cidade de Fairfield no Texas em 1924, em 45 já estava na Big Apple atuando na orquestra de Dizzy Gillespie, transformando-se em um típico músico de bebop. Tocou com Fats Navarro, Bud Powell, Sonny Stitt e outros expoentes do gênero até que, no final da década de 40, integrou o quinteto de Charlie Parker em substituição a Miles Davis. No início dos anos 50 esteve afastado da música por problemas com drogas e reapareceu na cena em 54, substituindo Clifford Brown nos Jazz Messengers. Logo em seguida substituiria Clifford novamente no quinteto com Max Roach. Após outro período afastado da música, por razões de doença, tentou voltar ao jazz em tempo integral, mas devido a problemas renais, que exigiram uma série de sessões de hemodiálise, faleceu em dezembro de 1972, aos 48 anos. Um dos melhores trompetistas do jazz, Dorham não teve o reconhecimento merecido por parte do grande público, tendo se tornado uma espécie de músico de músicos, gravando com Thelonious Monk, Sonny Rollins, Tadd Dameron, Hank Mobley e até Cecil Taylor. Trompeta Toccata, de 1964, é um de seus melhores discos, gravado ao lado do exímio saxofonista Joe Henderson e do melódico pianista Tommy Flanagan.
Kenny Dorham (tp) Joe Henderson (ts) Tommy Flanagan (p) Richard Davis (b) Albert “Tootie” Heath (d)
Rudy Van Gelder Studio, Englewood Cliffs, NJ, September 14, 1964
1.Trompeta Toccata
2.Night Watch
3.Mamacita
4.The Fox