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Arquivo da categoria: sam jones

Cedar Walton – George Coleman – Sam Jones – Billy Higgins – Eastern Rebellion (1975)

“Eastern Rebellion” é um dos grandes álbuns de jazz produzidos na década de 70, um período não muito amigável para o jazz straith-ahead e prolífico para o fusion. O quarteto é uma extensão do trio “Magic Triangule” formado pelo pianista Cedar Walton, pelo contrabaixista Sam Jones e pelo baterista Billy Higgins. Com a adesão do saxofonista George Coleman o grupo ganhou muito em possibilidades musicais e produziu uma série de grandes álbuns pelo selo Timeless. O repertório de “Eastern Rebellion” é um primor. De cara nos deparamos com uma das mais instigantes composições de Cedar Walton, “Bolivia”, tema eternizado pelo saudoso trompetista Freddie Hubbard. O baterista Billy Higgins faz um estupendo trabalho nos cymballs. “Naima”, de John Coltrane, tem uma introdução com o piano de Cedar Walton que por si só é uma obra de arte à parte. O tema é desenvolvido em uma levada latina com Billy Higgins dando um show em dinâmica e mostrando o talento que o fez um dos principais no instrumento. Como disse um crítico especializado, Coltrane ficaria orgulhoso de ouvir essa leitura de uma de suas mais líricas composições. “5/4 Thing” de George Coleman tem uma linda melodia passeando sobre os compassos compostos tão utilizados no hardbop. “Bittersweet”, de Sam Jones, é um bebop cheio de malícia e um veículo perfeito para as divagações de um dos mais experientes contrabaixistas do jazz. O álbum chega ao fim com um tema de Cedar Walton que se tornou um clássico do repertório do jazz moderno, “Mode For Joe”, dedicado ao saxofonista Joe Henderson. A intervenção de Billy Higgins é uma aula completa de bateria. Na opinião de muitos críticos “Eastern Rebellion” é um dos grandes álbuns de jazz de todos os tempos, opinião que modestamente este humilde escriba compactua em gênero, número e grau.
Cedar Walton (p); George Coleman (ts); Sam Jones (b); Billy Higgins (d)
C.I. Recording Studio, New York City, December 10, 1975
1- Bolivia (Cedar Walton)
2- Naima (John Coltrane)
3- 5/4 Thing (George Coleman)
4- Bittersweet (Sam Jones)
5- Mode For Joe (Cedar Walton)
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Publicado por em 30 de agosto de 2009 em Billy Higgins, Cedar Walton, George Coleman, sam jones

 

Jimmy Raney Trio – The Influence (1975)

Jimmy Raney nasceu em Louisville, Kentucky em 1927. No fim da década de 40 tocou nas orquestras de Artie Shaw, Woody Herman e no combo de Buddy de Franco, porém ganhou maior atenção em 51-52 atuando no quinteto do saxofonista Stan Getz ao lado do então jovem Horace Silver. Logo depois substituiu Tal Farlow no trio de Red Norvo e ainda trabalharia regularmente com Getz na década de 60. Músico de estilo pessoal, se notabilizou por uma forma econômica de tocar, evitando a execução de muitas escalas em velocidade e priorizando sempre o aspecto harmônico e linhas altamente melódicas. Jimmy faleceu em 1995, aos 68 anos, em sua cidade natal.
“The Influence” foi gravado em 1975 para o pequeno selo Xanadu com o formato de trio completado pelos craques Sam Jones ao contrabaixo e Billy Higgins na bateria. No repertório do álbum: standards e um original de Raney, “Suzane”, onde o guitarrista atua em solo sendo a guitarra dobrada com o artifício do overdubbing. O disco é um primor e uma aula de guitarra dedicada a dois elementos fundamentais na música: harmonia e melodia.
1- I Love You
2- Body and Soul
3- It Could Happen To You
4- Suzanne
5- Get Out of Town
6- There Will Never Be Another You
7- End of a Love Affair
8- Dancing In the Dark
 http://ouo.io/mpBCN
 
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Publicado por em 26 de fevereiro de 2009 em Billy Higgins, jimmy raney, sam jones

 

Kenny Drew Quintet – Undercurrent (1960)

Kenny Drew é mais um caso, entre muitos, de músico com grande respeito e apreço por parte do meio jazzístico especializado e ao mesmo tempo praticamente ignorado pelo ouvinte eventual e público em geral. Você nunca encontrará um cd ou fascículo em banca de jornal com seu nome mas corre-se sempre o risco de encontrá-lo como sideman de algum nome de reconhecimento mais abrangente. Drew teve, assim como sua referência de piano moderno Bud Powell, um aprendizado formal em música desde muito novo. Nascido em 1928 na Nova Iorque onde na sua adolescência reinavam nos clubs e transmissões de rádio Fats Waller e Art Tatum, suas primeiras influências, nos anos 40 começa a circular pela cena musical com seus colegas e vizinhos Sonny Rollins, Jackie McLean, Art Taylor e Walter Bishop Jr. Ele é um legítimo integrante de uma geração chamada por Jackie McLean de Bebop Babies. Drew grava sua primeira participação em estúdio em um álbum do trompetista Howard McGhee ao lado de músicos como J.J. Johnson e Max Roach em 1950. Nessa mesma época faz algumas apresentações com Charlie Parker e a partir de então sua carreira decola, durante toda a década será um requisitado sideman para importantes selos como Blue Note e Riverside. Drew mudou-se para a europa em 1961 e lá permaneceu até sua morte em 4 de agosto de 1993.

Undercurrent é uma típica sessão de hardbop puro com músicos já bastante entrosados, uma sessão really blowin, como se usa chamar em jargão jazzístico. O tema título do álbum, que abre o disco, é um bebop da melhor estirpe, construído em tonalidade menor e de groove rápido. Hubbard mostra suas habilidades no bebop e Drew deixa claro a ponte estilística que construiu ao unir Tatun e Bud Powell. “Funk-Cosit” mantém a tonalidade menor porém o andamento agora é puro relax, Drew mostra que apesar de suas influências de estilo veloz também aprendeu com nomes como Horace Silver e Sonny Clark o toque de sabor bluesy e funky. “Groovin’ The Blues” é veículo perfeito para todos os solistas, o clássico blues em tom menor. Todo o talento do compositor Drew vem a tona na melancólica e linda “Ballade”, por instantes não sabemos se estamos ouvindo Drew ou McCoy Tyner tal a similaridade de estilo, mas quando pensamos que essa característica talvez tenha impulsionado Coltrane a escolhe-lo como pianista do célebre álbum Blue Train, logo percebemos que se trata do Drew também pianista de vanguarda.

Tudo nesse álbum é simples e padrão. O esquema da sessão? Padrão Blue Note, 6 temas por disco, 3 originais hard bop, 1 balada, 1 blues e 1 tema de groove funky ou Rythm’n’Blues. É isso, deu certo com Horace Silver, Lee Morgan, Jackie McLean…todo mundo. É como eu disse, tudo padrão ……….. de QUALIDADE!

Freddie Hubbard (tp) Hank Mobley (ts) Kenny Drew (p) Sam Jones (b) Louis Hayes (d)
Rudy Van Gelder Studio, Englewood Cliffs, NJ, December 11, 1960
1. Undercurrent
2. Funk-Cosity
3. Lion’s Den
4. Pot’s On
5. Groovin’ the Blues
6. Ballade
 
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Publicado por em 19 de janeiro de 2009 em freddie hubbard, hank mobley, kenny drew, louis hayes, sam jones

 

Tina Brooks Quintet – True Blue (1960)

O saxofonista Tina Brooks nunca chegou a ter a projeção de Hank Mobley, de um Sonny Rollins ou de um Wayne Shorter, só para citar alguns dos mais conhecidos do hardbop. Porém seus discos não ficam nada a dever aos mais importantes do período. Nesta sessão em quinteto para a Blue Note poderemos ouvi-lo ao lado de músicos fundamentais do estilo como Freddie Hubbard, o baterista Art Taylor e o antigo pianista do quinteto de Charlie Parker, Duke Jordan.
Freddie Hubbard (tp) Tina Brooks (ts) Duke Jordan (p) Sam Jones (b) Art Taylor (d) Rudy Van Gelder Studio, Englewood Cliffs, NJ, June 25, 1960
1.Good Old Soul
2.Up Tight’s Creek
3.Theme For Doris
4.True Blue
5.Miss Hazel
6.Nothing Ever Changes My Love For You
7.True Blue – (alternate take)
8.Good Old Soul – (alternate take)
 
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Publicado por em 17 de janeiro de 2009 em art taylor, duke jordan, freddie hubbard, sam jones, tina brooks